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O Cabido da Sé de Salvador da Bahia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Sabemos ainda relativamente pouco sobre como funcionava na prática o padroado régio, por exemplo no que se refere ao provimento dos benefícios. Tal dever-se-á a diversas razões, sendo que uma delas será, certamente, o carácter lacunar das fontes disponíveis, nomeadamente devido às perdas provocadas pelo terramoto de Lisboa de 1755 à documentação da Mesa de Consciência e Ordens, bem como pelas desventuras dos diversos arquivos eclesiásticos dos territórios ultramarinos portugueses. Da mesma forma, os cabidos das catedrais coloniais, e o clero que os compunham, encontram-se hoje pouco estudados, o que se deverá, pelo menos em parte, àqueles mesmos motivos. Perceber como funcionava um cabido no Brasil colonial, que dinâmicas internas marcaram esta instituição, que alterações foi sofrendo ao longo dos séculos, bem como quem era, do ponto de vista social, o clero que dele fazia parte, torna-se, portanto, tarefa difícil. Partindo do caso do cabido da arquidiocese baiana, procurar-se-á aqui, ainda que apenas parcialmente, contribuir para colmatar este nosso desconhecimento sobre uma instituição de grande importância no quadro das estruturas diocesanas. Assim, começarei por descrever o que era um cabido e como era a sua estrutura hierárquica. Em seguida, tratarei da origem geográfica dos candidatos e providos, focando-me sobretudo no caso dos “naturais” do Brasil. Finalmente, analisarei quais as vias de acesso ao cabido baiano, no quadro do padroado régio.
Autores principais:da Silva, Hugo Ribeiro
Assunto:Igreja Católica Salvador da Bahia Cabido Século 18 Brasil Padroado régio History Religious studies
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Sabemos ainda relativamente pouco sobre como funcionava na prática o padroado régio, por exemplo no que se refere ao provimento dos benefícios. Tal dever-se-á a diversas razões, sendo que uma delas será, certamente, o carácter lacunar das fontes disponíveis, nomeadamente devido às perdas provocadas pelo terramoto de Lisboa de 1755 à documentação da Mesa de Consciência e Ordens, bem como pelas desventuras dos diversos arquivos eclesiásticos dos territórios ultramarinos portugueses. Da mesma forma, os cabidos das catedrais coloniais, e o clero que os compunham, encontram-se hoje pouco estudados, o que se deverá, pelo menos em parte, àqueles mesmos motivos. Perceber como funcionava um cabido no Brasil colonial, que dinâmicas internas marcaram esta instituição, que alterações foi sofrendo ao longo dos séculos, bem como quem era, do ponto de vista social, o clero que dele fazia parte, torna-se, portanto, tarefa difícil. Partindo do caso do cabido da arquidiocese baiana, procurar-se-á aqui, ainda que apenas parcialmente, contribuir para colmatar este nosso desconhecimento sobre uma instituição de grande importância no quadro das estruturas diocesanas. Assim, começarei por descrever o que era um cabido e como era a sua estrutura hierárquica. Em seguida, tratarei da origem geográfica dos candidatos e providos, focando-me sobretudo no caso dos “naturais” do Brasil. Finalmente, analisarei quais as vias de acesso ao cabido baiano, no quadro do padroado régio.