Publicação
Pandemia, quando a informação crível se torna vital. O jornalismo e a cobertura de picos mediáticos nos diferentes contextos políticos do Brasil e de Portugal
| Resumo: | O objetivo deste estudo comparativo é analisar as coberturas dos jornais Folha de S. Paulo, no Brasil, e Público, em Portugal, no início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020. A análise acompanha a repercussão, ao longo de uma semana, de dois picos mediáticos: a declaração do primeiro estado de emergência da democracia portuguesa, no dia 18 de março, e o pronunciamento do Presidente da República aos brasileiros, quando ele comparou os efeitos da Covid-19 aos de uma “gripezinha”, no dia 24 do mesmo mês. Neste sentido, parte-se da hipótese de que as coberturas se diferenciam em função da gestão da pandemia adotada por cada governo - com base na ciência, em Portugal, e negacionista, no Brasil - e o relacionamento estabelecido com a imprensa a partir de então. A pesquisa resulta em uma análise de conteúdo, quantitativa e qualitativa, de 78 peças, na Folha de S.Paulo, e 122 peças, no Público, completada com entrevistas semiestruturadas com profissionais dos dois jornais. A conclusão confirma a hipótese. Enquanto o Público apresenta uma cobertura de adesão e colaboração com a medida excecional proposta pelo Governo para conter o vírus, a cobertura da Folha de S. Paulo é caracterizada por um clima de conflito veemente com o governante brasileiro e suas desinformações que visam descredibilizar as orientações das autoridades sanitárias. Apesar de diferentes, as linhas editorias dois jornais compartilham também semelhanças. Ambas assumem posicionamentos pouco usuais, não são isentas de riscos e refletem os diferentes contextos onde estavam inseridas. |
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| Autores principais: | Lago, Lisleine Uchôa do |
| Assunto: | Jornalismo Sistemas de media Media digitais Comunicação política Desinformação Pandemia Infodemia Journalism Democracy Media systems Digital media Disinformation Pandemic Infodemic Political communication Democracia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O objetivo deste estudo comparativo é analisar as coberturas dos jornais Folha de S. Paulo, no Brasil, e Público, em Portugal, no início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020. A análise acompanha a repercussão, ao longo de uma semana, de dois picos mediáticos: a declaração do primeiro estado de emergência da democracia portuguesa, no dia 18 de março, e o pronunciamento do Presidente da República aos brasileiros, quando ele comparou os efeitos da Covid-19 aos de uma “gripezinha”, no dia 24 do mesmo mês. Neste sentido, parte-se da hipótese de que as coberturas se diferenciam em função da gestão da pandemia adotada por cada governo - com base na ciência, em Portugal, e negacionista, no Brasil - e o relacionamento estabelecido com a imprensa a partir de então. A pesquisa resulta em uma análise de conteúdo, quantitativa e qualitativa, de 78 peças, na Folha de S.Paulo, e 122 peças, no Público, completada com entrevistas semiestruturadas com profissionais dos dois jornais. A conclusão confirma a hipótese. Enquanto o Público apresenta uma cobertura de adesão e colaboração com a medida excecional proposta pelo Governo para conter o vírus, a cobertura da Folha de S. Paulo é caracterizada por um clima de conflito veemente com o governante brasileiro e suas desinformações que visam descredibilizar as orientações das autoridades sanitárias. Apesar de diferentes, as linhas editorias dois jornais compartilham também semelhanças. Ambas assumem posicionamentos pouco usuais, não são isentas de riscos e refletem os diferentes contextos onde estavam inseridas. |
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