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Um populista no Planalto? Uma análise de conteúdo da comunicação política do presidente Jair Bolsonaro no Facebook

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O populismo é um fenômeno político que a história já relatou amplamente diversas experiências nacionais, regionais e transnacionais; assim como a ciência política já elaborou extensos e intensos debates teóricos sobre a natureza do populismo – a fim de propor alguma definição consensual – e metodológicos sobre como medir o populismo. Nas duas décadas do século XXI, a ciência da comunicação adensou o campo da comunicação política ao perspectivar o fenômeno do populismo a partir de processos comunicacionais – inserido em sociedades midiatizadas com a apropriação e disseminação de tecnologias comunicacionais em rede amalgamadas no que se denomina como Internet. No ecossistema online, as plataformas de mídias sociais funcionam como recursos promissores para a difusão de mensagens cujos conteúdos trafegam as ideias políticas lançadas por atores visando reações e aderência aos seus apelos políticos. Nesse contexto, a presente pesquisa objetivou mensurar o grau de populismo presente na comunicação política do presidente Jair Bolsonaro, medindo os conteúdos ideológicos do populismo e principalmente as combinações e/ou equivalências desses conteúdos que conformam o conceito na literatura. Para isso, aplicou-se uma análise de conteúdo das postagens do presidente no Facebook que compõem a amostra definida metodologicamente. Os resultados indicam que Jair Bolsonaro tem baixo grau porcentual de populismo em sua comunicação política – fragmentada com dimensões populistas basicamente isoladas e com baixo grau porcentual de combinações, além da frequência residual da dimensão central do populismo: soberania popular. Mas a comunicação política do presidente contém um grau porcentual relevante de demotismo e comporta um antielitismo (quase) generalizado, apontando a uma comunicação mais antissistêmica (e autoritária/militarista) do que populista.
Autores principais:Matias Filho, Rubem De Nazareth
Assunto:Populismo Comunicação política Jair Bolsonaro Facebook Internet Mídias sociais Análise de conteúdo Populism Political communication Social media Content analysis
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O populismo é um fenômeno político que a história já relatou amplamente diversas experiências nacionais, regionais e transnacionais; assim como a ciência política já elaborou extensos e intensos debates teóricos sobre a natureza do populismo – a fim de propor alguma definição consensual – e metodológicos sobre como medir o populismo. Nas duas décadas do século XXI, a ciência da comunicação adensou o campo da comunicação política ao perspectivar o fenômeno do populismo a partir de processos comunicacionais – inserido em sociedades midiatizadas com a apropriação e disseminação de tecnologias comunicacionais em rede amalgamadas no que se denomina como Internet. No ecossistema online, as plataformas de mídias sociais funcionam como recursos promissores para a difusão de mensagens cujos conteúdos trafegam as ideias políticas lançadas por atores visando reações e aderência aos seus apelos políticos. Nesse contexto, a presente pesquisa objetivou mensurar o grau de populismo presente na comunicação política do presidente Jair Bolsonaro, medindo os conteúdos ideológicos do populismo e principalmente as combinações e/ou equivalências desses conteúdos que conformam o conceito na literatura. Para isso, aplicou-se uma análise de conteúdo das postagens do presidente no Facebook que compõem a amostra definida metodologicamente. Os resultados indicam que Jair Bolsonaro tem baixo grau porcentual de populismo em sua comunicação política – fragmentada com dimensões populistas basicamente isoladas e com baixo grau porcentual de combinações, além da frequência residual da dimensão central do populismo: soberania popular. Mas a comunicação política do presidente contém um grau porcentual relevante de demotismo e comporta um antielitismo (quase) generalizado, apontando a uma comunicação mais antissistêmica (e autoritária/militarista) do que populista.