Publicação
Os incêndios florestais e o ordenamento do território no Parque Natural Serra da Estrela. O caso do concelho da Covilhã
| Resumo: | A floresta representa uma elevada percentagem na ocupação do solo do território português, apresentando assim um grande valor ambiental e económico. Este setor apesar de ter grande importância acaba por apresentar problemas. Atualmente, enfrenta diversos obstáculos ao seu desenvolvimento resultado da atividade humana que tem contribuído para a sua degradação e ou destruição (incêndios florestais, construção de infraestruturas, introdução de espécies exóticas), o que faz da gestão e utilização da floresta um desafio múltiplo e complexo. Os incêndios florestais sempre estiveram presentes nos ecossistemas, auxiliavam o crescimento de bons pastos para a prática de pastoreio, provocavam a reprodução de algumas plantas, sendo vistos como algo natural. Contudo, nos últimos anos os seus impactos têm vindo a acentuar-se, não porque o número de ocorrências tenha aumentado, mas sobretudo, porque a área ardida se estendeu ao longo de muitos hectares e as consequências são bem visíveis na perturbação da dinâmica dos ecossistemas e alteração do modo de vida das populações. O Parque Natural Serra da Estrela tem uma superfície de 88 850 hectares e foi criado em 1976, em função das suas particularidades geológicas, peculiares, com vales glaciares de milhares de anos, sendo considerado, igualmente, Reserva Biogenética e integrando a Rede Natura 2000.Este local é dotado de uma fauna e flora diversificada com vários endemismos. Desde a sua data de criação é afetado por incêndios florestais que para além de moldarem a sua paisagem contribuem para a perda da sua biodiversidade ímpar. Este fenómeno tem vindo a intensificar-se ao longo dos tempos o que resulta em desafios cada vez mais complexos, ligados à gestão e recuperação florestal. Este trabalho pretende utilizar o concelho da Covilhã como exemplo de uma área territorial pertencente ao Parque Natural Serra da Estrela e analisar de que forma os incêndios têm moldado o seu território, diagnosticar as medidas de prevenção e gestão utilizadas, identificar como são controlados os seus impactos e de que forma os instrumentos de ordenamento do território e do planeamento da defesa da floresta contra incêndios, podem tornar esta área mais resiliente aos incêndios florestais, assegurando a sua dinâmica produtiva e económica, ao mesmo tempo que se trabalha no sentido da conservação da Natureza. |
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| Autores principais: | Fabião, Tiago de Brito |
| Assunto: | Ordenamento do território Incêndios florestais Parque Natural Serra da Estrela Forests Forest fires Territorial planning |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A floresta representa uma elevada percentagem na ocupação do solo do território português, apresentando assim um grande valor ambiental e económico. Este setor apesar de ter grande importância acaba por apresentar problemas. Atualmente, enfrenta diversos obstáculos ao seu desenvolvimento resultado da atividade humana que tem contribuído para a sua degradação e ou destruição (incêndios florestais, construção de infraestruturas, introdução de espécies exóticas), o que faz da gestão e utilização da floresta um desafio múltiplo e complexo. Os incêndios florestais sempre estiveram presentes nos ecossistemas, auxiliavam o crescimento de bons pastos para a prática de pastoreio, provocavam a reprodução de algumas plantas, sendo vistos como algo natural. Contudo, nos últimos anos os seus impactos têm vindo a acentuar-se, não porque o número de ocorrências tenha aumentado, mas sobretudo, porque a área ardida se estendeu ao longo de muitos hectares e as consequências são bem visíveis na perturbação da dinâmica dos ecossistemas e alteração do modo de vida das populações. O Parque Natural Serra da Estrela tem uma superfície de 88 850 hectares e foi criado em 1976, em função das suas particularidades geológicas, peculiares, com vales glaciares de milhares de anos, sendo considerado, igualmente, Reserva Biogenética e integrando a Rede Natura 2000.Este local é dotado de uma fauna e flora diversificada com vários endemismos. Desde a sua data de criação é afetado por incêndios florestais que para além de moldarem a sua paisagem contribuem para a perda da sua biodiversidade ímpar. Este fenómeno tem vindo a intensificar-se ao longo dos tempos o que resulta em desafios cada vez mais complexos, ligados à gestão e recuperação florestal. Este trabalho pretende utilizar o concelho da Covilhã como exemplo de uma área territorial pertencente ao Parque Natural Serra da Estrela e analisar de que forma os incêndios têm moldado o seu território, diagnosticar as medidas de prevenção e gestão utilizadas, identificar como são controlados os seus impactos e de que forma os instrumentos de ordenamento do território e do planeamento da defesa da floresta contra incêndios, podem tornar esta área mais resiliente aos incêndios florestais, assegurando a sua dinâmica produtiva e económica, ao mesmo tempo que se trabalha no sentido da conservação da Natureza. |
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