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Estratégias para as opções dietéticas de combate à obesidade relacionadas com a morbilidade cardiometabolica

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Resumo:RESUMO: Em 2014, mais de 1.9 biliões de adultos em todo o mundo, tinham excesso ponderal/obesidade. Independentemente da estratificação dos fatores ou do seu eventual efeito aditivo, a causa fundamental do excesso de adiposidade parece estar associada a um desequilíbrio crónico no balanço energético e, em particular, entre o aumento do consumo e a diminuição no gasto de energia, usualmente associado a um padrão alimentar com elevado consumo de alimentos energeticamente densos (ricos em calorias) e/ou à diminuição da atividade física. Dados do Global Burden of Disease (GBD) Obesity Collaboration, estimam que, em 2010, as mortes associadas ao excesso ponderal e obesidade, devido principalmente às CVD, foi de 3.4 milhões (ver Capítulos 1 e 2). Devido à elevada prevalência, e ao seu difícil tratamento, a prevenção da obesidade assume particular importância e, de entre os fatores comportamentais associados à obesidade e suas comorbilidades passíveis de modificar, a intervenção dietética é preeminente. Numa perspetiva de saúde pública, a identificação de grupos de alimentos com efeitos positivos vs. negativos sobre a etio(pato)logia da obesidade, pode ser útil, mais fácil de implementar e, tendo por base, as recomendações dietéticas/nutricionais. Por exemplo, os fundamentos da “diet heart hypothesis” postulam, que uma dieta pobre em PUFA, e rica em SFA e colesterol, pode contribuir para o aumento dos níveis de colesterol em circulação, e para o desenvolvimento da aterosclerose e da CHD. Contudo, o efeito da substituição dos SFA da dieta, quer pelos H. C., quer pelos PUFA n-6, pode estar associado, e.g., ao aumento da dislipidémia aterogénica, e na incidência da obesidade e da t2DM e, no segundo caso, ao aumento do risco de cancro, de CHD, de eventos CV, morte por doença cardíaca, eventualmente associadas ao aumento das oxLDL, e à diminuição do HDL-c. De facto, muitas dúvidas permanecem em relação ao papel dos AG n-6 e n-3 e/ou ao seu rácio na dieta, no contexto da obesidade e das comorbilidades associadas (ver Capítulo 2 e 3). Objetivos da Tese: O presente estudo pretendeu analisar (objetivo principal), de que forma a suplementação de peixe gordo, na forma de sardinhas em conserva, 2x por semana, incluída na dieta habitual [com um total de HUFA n-3 de 0.85 (g/dia)], correspondente a um total de HUFA n-3 de ˜480 mg/dia, para um rácio EPA/DHA de ˜2:1, e um rácio n-3/n-6 de cerca de 1:1, durante 3 meses, pode contribuir para um perfil metabólico e inflamatório mais cardioprotetor, e sobre o produto da frequência cardíaca x TA Sistólica (RPP), um marcador alternativo da necessidade de oxigénio pelo miocárdio (ver Capítulo 4). Incluindo a variação no perfil em ácidos gordos e, em particular o O3I (EPA+ DHA, % relativa) nos eritrócitos (RBC), em um conjunto de indivíduos com diferentes padrões de consumo, níveis de adiposidade e comorbilidades associadas; e de que forma as variações nos biomarcadores (e.g., inflamatórios, de sensibilidade insulínica, e atero-trombogénicos) podem ser obtidas em função da alteração nos níveis de adiposidade, expressa pelo IMC e o perímetro abdominal, quer na "baseline” (estudo observacional/transversal), quer ao longo do tempo (estudo de intervenção e pós-intervenção).
Autores principais:Bispo, Paulo Fernando Fernandes
Assunto:Doenças Cardiometabolicas Obesidade Morbilidade Opções Dietéticas Cardiometabolic Diseases Obesity Morbidity Dietary Options
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO: Em 2014, mais de 1.9 biliões de adultos em todo o mundo, tinham excesso ponderal/obesidade. Independentemente da estratificação dos fatores ou do seu eventual efeito aditivo, a causa fundamental do excesso de adiposidade parece estar associada a um desequilíbrio crónico no balanço energético e, em particular, entre o aumento do consumo e a diminuição no gasto de energia, usualmente associado a um padrão alimentar com elevado consumo de alimentos energeticamente densos (ricos em calorias) e/ou à diminuição da atividade física. Dados do Global Burden of Disease (GBD) Obesity Collaboration, estimam que, em 2010, as mortes associadas ao excesso ponderal e obesidade, devido principalmente às CVD, foi de 3.4 milhões (ver Capítulos 1 e 2). Devido à elevada prevalência, e ao seu difícil tratamento, a prevenção da obesidade assume particular importância e, de entre os fatores comportamentais associados à obesidade e suas comorbilidades passíveis de modificar, a intervenção dietética é preeminente. Numa perspetiva de saúde pública, a identificação de grupos de alimentos com efeitos positivos vs. negativos sobre a etio(pato)logia da obesidade, pode ser útil, mais fácil de implementar e, tendo por base, as recomendações dietéticas/nutricionais. Por exemplo, os fundamentos da “diet heart hypothesis” postulam, que uma dieta pobre em PUFA, e rica em SFA e colesterol, pode contribuir para o aumento dos níveis de colesterol em circulação, e para o desenvolvimento da aterosclerose e da CHD. Contudo, o efeito da substituição dos SFA da dieta, quer pelos H. C., quer pelos PUFA n-6, pode estar associado, e.g., ao aumento da dislipidémia aterogénica, e na incidência da obesidade e da t2DM e, no segundo caso, ao aumento do risco de cancro, de CHD, de eventos CV, morte por doença cardíaca, eventualmente associadas ao aumento das oxLDL, e à diminuição do HDL-c. De facto, muitas dúvidas permanecem em relação ao papel dos AG n-6 e n-3 e/ou ao seu rácio na dieta, no contexto da obesidade e das comorbilidades associadas (ver Capítulo 2 e 3). Objetivos da Tese: O presente estudo pretendeu analisar (objetivo principal), de que forma a suplementação de peixe gordo, na forma de sardinhas em conserva, 2x por semana, incluída na dieta habitual [com um total de HUFA n-3 de 0.85 (g/dia)], correspondente a um total de HUFA n-3 de ˜480 mg/dia, para um rácio EPA/DHA de ˜2:1, e um rácio n-3/n-6 de cerca de 1:1, durante 3 meses, pode contribuir para um perfil metabólico e inflamatório mais cardioprotetor, e sobre o produto da frequência cardíaca x TA Sistólica (RPP), um marcador alternativo da necessidade de oxigénio pelo miocárdio (ver Capítulo 4). Incluindo a variação no perfil em ácidos gordos e, em particular o O3I (EPA+ DHA, % relativa) nos eritrócitos (RBC), em um conjunto de indivíduos com diferentes padrões de consumo, níveis de adiposidade e comorbilidades associadas; e de que forma as variações nos biomarcadores (e.g., inflamatórios, de sensibilidade insulínica, e atero-trombogénicos) podem ser obtidas em função da alteração nos níveis de adiposidade, expressa pelo IMC e o perímetro abdominal, quer na "baseline” (estudo observacional/transversal), quer ao longo do tempo (estudo de intervenção e pós-intervenção).