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Vozes femininas da clandestinidade comunista : 1940-974

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho de investigação pretende reflectir sobre as vivências femininas na clandestinidade comunista portuguesa, na tentativa de compreender de que modo a divisão socialmente construída entre os géneros vai reflectir-se na militância política e nos quotidianos da clandestinidade. Em termos metodológicos, e porque considerámos que era impossível captar a essência do que foi a experiência da clandestinidade no feminino apenas mediante o recurso a fontes documentais, optámos por proceder à recolha de narrativas de vida de mulheres que passaram por tal experiência, com vista a trabalharmos a noção de memória colectiva, esta entendida como fenómeno socialmente construído por um determinado grupo ou comunidade. Seguimos então o caminho da história oral e recorremos a bibliografia proveniente dos mais diversos campos do saber: história, sociologia, antropologia, ciências da educação e psicologia, com vista a resgatar do silêncio a que foram confinadas as vozes daquelas mulheres que, com um enorme sacrifício pessoal, abandonaram as suas terras, as suas casas, a sua família, inclusivamente o seu nome, para passar à clandestinidade, permitindo a sobrevivência do aparelho clandestino do Partido Comunista Português durante os anos da ditadura do Estado Novo.
Autores principais:Almeida, Vanessa Andreia dos Santos de
Assunto:Clandestinidade Partido Comunista Português Estado Novo Memória colectiva Clandestinity Portuguese Communist Party Estado Novo Collective memory
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este trabalho de investigação pretende reflectir sobre as vivências femininas na clandestinidade comunista portuguesa, na tentativa de compreender de que modo a divisão socialmente construída entre os géneros vai reflectir-se na militância política e nos quotidianos da clandestinidade. Em termos metodológicos, e porque considerámos que era impossível captar a essência do que foi a experiência da clandestinidade no feminino apenas mediante o recurso a fontes documentais, optámos por proceder à recolha de narrativas de vida de mulheres que passaram por tal experiência, com vista a trabalharmos a noção de memória colectiva, esta entendida como fenómeno socialmente construído por um determinado grupo ou comunidade. Seguimos então o caminho da história oral e recorremos a bibliografia proveniente dos mais diversos campos do saber: história, sociologia, antropologia, ciências da educação e psicologia, com vista a resgatar do silêncio a que foram confinadas as vozes daquelas mulheres que, com um enorme sacrifício pessoal, abandonaram as suas terras, as suas casas, a sua família, inclusivamente o seu nome, para passar à clandestinidade, permitindo a sobrevivência do aparelho clandestino do Partido Comunista Português durante os anos da ditadura do Estado Novo.