Publicação
Análise do gene codificante ubp-1 em isolados naturais de Plasmodium falciparum
| Resumo: | A Malária é considerada um problema grave de saúde pública nas regiões onde é endémica. A interrupção dos regimes terapêuticos e a ausência de fármaco-vigiliância adequada levou ao surgimento de populações de parasitas resistentes, sendo este, um dos principais obstáculos ao controlo eficaz desta doença. Actualmente a resistência em Plasmodium falciparum já existe para todas as classes de antimaláricos excepto no caso dos derivados da artemisinina. A estrutura genética da população de P. falciparum varia em diferentes áreas geográficas dependendo dos níveis de transmissão e endemicidade da infecção. Estudos prévios demonstraram que, mutações pontuais em dois genes em particular, pfATPase6 e pfubp-1, poderão exercer uma influência moduladora da actividade antimalárica dos derivados da artemisinina. As populações parasitárias de uma dada região poderão apresentar diversas combinações entre polimorfismos no gene pfubp-1 e o genótipo do pfATPase6 originando diferentes haplótipos entre alelos destes genes, ambos localizados no cromossoma 1 do parasita P.falciparum. O gene ubp-1 codifica uma protease ubiquitina-específica. A sequenciação do gene ubp-1 em isolados naturais de Plasmodium falciparum, provenientes do Brasil, Ruanda e São Tomé e Príncipe permitiu analisar a frequência de putativos polimorfismos genéticos e investigar potenciais haplótipos entre alelos dos genes pfubp1 e pfATPase6 nas amostras provenientes destas regiões. No conjunto dos isolados naturais estudados, foram encontradas duas mutações não-sinónimas que se localizam no domínio funcional da proteína codificada pelo gene pfubp-1. Adicionalmente, os resultados obtidos revelaram diferenças relativamente à frequência dos polimorfismos estudados e, na frequência de potenciais haplótipos entre alelos dos genes pfubp1 e pfATPase6 oriundos das diferentes regiões endémicas estudadas. Verificou-se uma menor variabilidade de polimorfismos e menor variabilidade haplotípica no Brasil comparativamente às duas regiões Africanas estudadas. Os resultados deste trabalho deram a conhecer a estrutura populacional em termos do perfil de dois potenciais moduladores genéticos de susceptibilidade à artemisinina e derivados antes da utilização destes fármacos em larga escala. Deste modo, o presente estudo traduz-se como uma ferramenta que servirá de base a actividades de vigilância molecular continuadas, no intuito de preservar a eficácia prolongada desta importante classe de antimaláricos. |
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| Autores principais: | REIS, Ana Isabel Rosa dos Santos |
| Assunto: | Malária Plasmodium falciparum Protease ubiquitina-específica Haplótipos Ciências Biomédicas Biologia Molecular |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A Malária é considerada um problema grave de saúde pública nas regiões onde é endémica. A interrupção dos regimes terapêuticos e a ausência de fármaco-vigiliância adequada levou ao surgimento de populações de parasitas resistentes, sendo este, um dos principais obstáculos ao controlo eficaz desta doença. Actualmente a resistência em Plasmodium falciparum já existe para todas as classes de antimaláricos excepto no caso dos derivados da artemisinina. A estrutura genética da população de P. falciparum varia em diferentes áreas geográficas dependendo dos níveis de transmissão e endemicidade da infecção. Estudos prévios demonstraram que, mutações pontuais em dois genes em particular, pfATPase6 e pfubp-1, poderão exercer uma influência moduladora da actividade antimalárica dos derivados da artemisinina. As populações parasitárias de uma dada região poderão apresentar diversas combinações entre polimorfismos no gene pfubp-1 e o genótipo do pfATPase6 originando diferentes haplótipos entre alelos destes genes, ambos localizados no cromossoma 1 do parasita P.falciparum. O gene ubp-1 codifica uma protease ubiquitina-específica. A sequenciação do gene ubp-1 em isolados naturais de Plasmodium falciparum, provenientes do Brasil, Ruanda e São Tomé e Príncipe permitiu analisar a frequência de putativos polimorfismos genéticos e investigar potenciais haplótipos entre alelos dos genes pfubp1 e pfATPase6 nas amostras provenientes destas regiões. No conjunto dos isolados naturais estudados, foram encontradas duas mutações não-sinónimas que se localizam no domínio funcional da proteína codificada pelo gene pfubp-1. Adicionalmente, os resultados obtidos revelaram diferenças relativamente à frequência dos polimorfismos estudados e, na frequência de potenciais haplótipos entre alelos dos genes pfubp1 e pfATPase6 oriundos das diferentes regiões endémicas estudadas. Verificou-se uma menor variabilidade de polimorfismos e menor variabilidade haplotípica no Brasil comparativamente às duas regiões Africanas estudadas. Os resultados deste trabalho deram a conhecer a estrutura populacional em termos do perfil de dois potenciais moduladores genéticos de susceptibilidade à artemisinina e derivados antes da utilização destes fármacos em larga escala. Deste modo, o presente estudo traduz-se como uma ferramenta que servirá de base a actividades de vigilância molecular continuadas, no intuito de preservar a eficácia prolongada desta importante classe de antimaláricos. |
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