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Múltiplas subalternidades, múltiplas resistências

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este ensaio aborda a produção literária de intelectuais que se opuseram ao colonialismo português em África, reconhecendo o papel ativo que tais produções tiveram na história, os processos culturais e políticos que as influenciaram e suas repercussões. A trajetória da escritora são-tomense Alda Espírito Santo constitui uma oportunidade para pensar como múltiplas opressões (de classe, raça e género) foram experienciadas na época, assim como para repensar a marginalização destas intelectuais em relação aos colegas e companheiros de luta seus contemporâneos. Representa, ainda, um pretexto para pensar os limites da ideia de unificação das lutas que tem permeado algumas construções discursivas. This essay addresses the literary production of women intellectuals who opposed Portuguese colonialism in Africa, recognizing the active role that such productions played in history, the cultural and political processes that influenced them and their repercussions. The trajectory of Santomean writer Alda Espírito Santo it’s an opportunity to think about how women experienced multiple oppressions (of class, race and gender), as well as to rethink the marginalization of these intellectuals in relation to their contemporary male camrades. Furthermore, it represents an occasion to rethink the limits of the idea of unification of struggles that has permeated some discursive constructions.
Autores principais:Alfieri, Noemi
Assunto:Subalternidade Resistência Alda Espírito Santo Colonialismo Subordination Resistance Colonialism
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este ensaio aborda a produção literária de intelectuais que se opuseram ao colonialismo português em África, reconhecendo o papel ativo que tais produções tiveram na história, os processos culturais e políticos que as influenciaram e suas repercussões. A trajetória da escritora são-tomense Alda Espírito Santo constitui uma oportunidade para pensar como múltiplas opressões (de classe, raça e género) foram experienciadas na época, assim como para repensar a marginalização destas intelectuais em relação aos colegas e companheiros de luta seus contemporâneos. Representa, ainda, um pretexto para pensar os limites da ideia de unificação das lutas que tem permeado algumas construções discursivas. This essay addresses the literary production of women intellectuals who opposed Portuguese colonialism in Africa, recognizing the active role that such productions played in history, the cultural and political processes that influenced them and their repercussions. The trajectory of Santomean writer Alda Espírito Santo it’s an opportunity to think about how women experienced multiple oppressions (of class, race and gender), as well as to rethink the marginalization of these intellectuals in relation to their contemporary male camrades. Furthermore, it represents an occasion to rethink the limits of the idea of unification of struggles that has permeated some discursive constructions.