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Perfil de resistência aos antibióticos e caracterização molecular de estirpes resistentes de Neisseria gonorrhoeae isoladas numa população de homens que têm sexo com homens da área de Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A infeção por Neisseria gonorrhoeae é a segunda infeção sexualmente transmissível mais prevalente na Europa. Atualmente, a terapêutica indicada para o tratamento da infeção por N. gonorrhoeae consiste na administração de ceftriaxona em combinação com a azitromicina. No entanto, foram relatadas falhas terapêuticas após a administração de cefalosporinas de terceira geração, a nível mundial. A inexistência de uma alternativa à terapêutica de primeira linha, adequada e eficaz, torna imperativo a realização de vigilância epidemiológica de resistências, sobretudo nas populações de risco, como os homens que têm sexo com homens (HSH). O conhecimento abrangente sobre a base genética associada a perfis de suscetibilidade e resistência aos antibióticos tem elevada importância, uma vez que os testes de amplificação de ácidos nucleicos estão a substituir rapidamente o método de cultura no diagnóstico de infeção por N. gonorrhoeae. O teste de suscetibilidade aos antibióticos foi realizado para a penicilina, a tetraciclina, a espectinomicina, a ceftriaxona, a cefixima, a ciprofloxacina e a azitromicina, através dos métodos difusão em disco e Etest, de forma a obter-se o fenótipo de resistência de cada isolado de N. gonorrhoeae em estudo. Com base no fenótipo de resistência, pesquisou-se a presença de mutações nos genes penA, mtrR, parC e gyrA. Assim, na população estudada (homens que têm sexo com homens) obtiveram-se 30 culturas positivas para N. gonorrhoeae, das quais 73% apresentaram resistência intermédia ou resistência à penicilina, 60% à tetraciclina e 37% à ciprofloxacina. O reduzido número de casos positivos não permitiu retirar conclusões com valor estatístico quantitativo, no entanto, qualitativamente, permitiu compreender que as mutações detetadas são idênticas às obtidas por outros autores, estando associadas a fenótipos de resistência.
Autores principais:CALADO, Joana Lourenço Messias
Assunto:Neisseria gonorrhoeae Microbiologia médica Epidemiologia Doenças sexualmente transmissíveis Gonorreia Terapêutica
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A infeção por Neisseria gonorrhoeae é a segunda infeção sexualmente transmissível mais prevalente na Europa. Atualmente, a terapêutica indicada para o tratamento da infeção por N. gonorrhoeae consiste na administração de ceftriaxona em combinação com a azitromicina. No entanto, foram relatadas falhas terapêuticas após a administração de cefalosporinas de terceira geração, a nível mundial. A inexistência de uma alternativa à terapêutica de primeira linha, adequada e eficaz, torna imperativo a realização de vigilância epidemiológica de resistências, sobretudo nas populações de risco, como os homens que têm sexo com homens (HSH). O conhecimento abrangente sobre a base genética associada a perfis de suscetibilidade e resistência aos antibióticos tem elevada importância, uma vez que os testes de amplificação de ácidos nucleicos estão a substituir rapidamente o método de cultura no diagnóstico de infeção por N. gonorrhoeae. O teste de suscetibilidade aos antibióticos foi realizado para a penicilina, a tetraciclina, a espectinomicina, a ceftriaxona, a cefixima, a ciprofloxacina e a azitromicina, através dos métodos difusão em disco e Etest, de forma a obter-se o fenótipo de resistência de cada isolado de N. gonorrhoeae em estudo. Com base no fenótipo de resistência, pesquisou-se a presença de mutações nos genes penA, mtrR, parC e gyrA. Assim, na população estudada (homens que têm sexo com homens) obtiveram-se 30 culturas positivas para N. gonorrhoeae, das quais 73% apresentaram resistência intermédia ou resistência à penicilina, 60% à tetraciclina e 37% à ciprofloxacina. O reduzido número de casos positivos não permitiu retirar conclusões com valor estatístico quantitativo, no entanto, qualitativamente, permitiu compreender que as mutações detetadas são idênticas às obtidas por outros autores, estando associadas a fenótipos de resistência.