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LEITURA FEMININA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX EM PORTUGAL: TESTEMUNHOS E PROBLEMAS

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O acesso à leitura, a escolarização e a consequente procura de informação abriram à mulher do século XIX, novas oportunidades e permitiram-lhe o acesso à vida pública, na medida em que deixou de estar circunscrita à esfera da família. Na promoção da melhoria educacional da população, usou-se a imprensa como meio de difundir ideias, de dialogar com os leitores, instaurando-se um novo tipo de relação entre o autor e o seu público, sendo que as mulheres fizeram parte deste novo público. E, estas mulheres tiveram a forte convicção de que deveriam usar a instrução e os jornais, a seu favor como um meio privilegiado de valorização social e intelectual. O presente trabalho de projecto pretende estudar a formação do público leitor feminino a partir da segunda metade do séc. XIX em Portugal, período caracterizado por uma grande preocupação da sociedade relativamente ao que as mulheres deveriam ler e qual o conteúdo mais apropriado para direccionar o acto de leitura. Fontes privilegiadas são os jornais Assembléa Litteraria, A Beneficencia e A Cruzada, A Voz Feminina, Ilustração Feminina, Opinião, etc., e outros que se entendam de relevância para o caso, não esquecendo as fontes históricas e literárias.
Autores principais:Rafael, Gina Guedes
Assunto:Leitura feminina Século XIX em Portugal Jornais Imprensa Imprensa feminina Escolarização Alfabetização
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O acesso à leitura, a escolarização e a consequente procura de informação abriram à mulher do século XIX, novas oportunidades e permitiram-lhe o acesso à vida pública, na medida em que deixou de estar circunscrita à esfera da família. Na promoção da melhoria educacional da população, usou-se a imprensa como meio de difundir ideias, de dialogar com os leitores, instaurando-se um novo tipo de relação entre o autor e o seu público, sendo que as mulheres fizeram parte deste novo público. E, estas mulheres tiveram a forte convicção de que deveriam usar a instrução e os jornais, a seu favor como um meio privilegiado de valorização social e intelectual. O presente trabalho de projecto pretende estudar a formação do público leitor feminino a partir da segunda metade do séc. XIX em Portugal, período caracterizado por uma grande preocupação da sociedade relativamente ao que as mulheres deveriam ler e qual o conteúdo mais apropriado para direccionar o acto de leitura. Fontes privilegiadas são os jornais Assembléa Litteraria, A Beneficencia e A Cruzada, A Voz Feminina, Ilustração Feminina, Opinião, etc., e outros que se entendam de relevância para o caso, não esquecendo as fontes históricas e literárias.