Publicação

"Não há dúvida de que uma cidade se tornará muito grande se tiver uma grande mercadoria." Lisboa: continuidades e mudanças de uma cidade em redefinição no crepúsculo do século XVI. Um estudo de caso

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 1593, Gianbattista Confalonieri, secretário de Fabio Biondi, colector apostólico em Portugal, entre 1592 e 1596, redige um texto intitulado Della Grandezza e Magnificenza della Città di Lisbona. Da descrição do visitante italiano sobressai a ideia central de que a Lisboa dos finais do século XVI tem uma identidade urbana muito própria e original, por um lado resultante do processo de Descoberta e Expansão em que Portugal se viu envolvido durante o século XV e grande parte do XVI e, por outro, derivada do facto de já não ser dona de si própria. O autor compreende a mudança a que os novos tempos obrigaram, mas também a permanência de traços arquétipos. Como podemos, em rigor, definir essa identidade? Quais são os seus fundamentos? E, sobretudo, o que é que o autor privilegia no seu olhar?
Autores principais:Lopes, Paulo Catarino
Assunto:Identidade Sociedade Quotidiano Economia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Em 1593, Gianbattista Confalonieri, secretário de Fabio Biondi, colector apostólico em Portugal, entre 1592 e 1596, redige um texto intitulado Della Grandezza e Magnificenza della Città di Lisbona. Da descrição do visitante italiano sobressai a ideia central de que a Lisboa dos finais do século XVI tem uma identidade urbana muito própria e original, por um lado resultante do processo de Descoberta e Expansão em que Portugal se viu envolvido durante o século XV e grande parte do XVI e, por outro, derivada do facto de já não ser dona de si própria. O autor compreende a mudança a que os novos tempos obrigaram, mas também a permanência de traços arquétipos. Como podemos, em rigor, definir essa identidade? Quais são os seus fundamentos? E, sobretudo, o que é que o autor privilegia no seu olhar?