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Interesses Energéticos e Implicações Políticas: RPC e os EUA em Angola, no Sudão e na Nigéria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O crescimento impetuoso da economia da República Popular da China, acompanhada por uma procura interna de matérias-primas e energia tem conduzido à criação de relevantes relações energéticas e comerciais com alguns dos maiores países produtores de petróleo da África Subsariana. Neste contexto, Angola, Sudão, Sudão do Sul, e a Nigéria são países de vital importância para a China. Por seu turno, os Estados Unidos da América, com uma forte presença no mercado energético subsariano, têm procurado fomentar a influência das suas companhias petrolíferas internacionais, particularmente focadas em dois países, Angola e Nigéria. Países esses onde há praticamente duas décadas, a China surgiu como sendo o seu grande concorrente. Dada a crescente procura de novas regiões petrolíferas, o investimento em países africanos exportadores de petróleo tem sido permanente e contínuo, indispensável para acompanhar o crescimento dos maiores consumidores de energia mundiais, a República Popular da China e os Estados Unidos da América. A diplomacia energética da China dirigida a esta região petrolífera subsariana, tem por objectivo a obtenção de contractos de médio e longo prazo para a prospecção, a exploração e a produção em campos petrolíferos situados em onshore e em offshore, através de acordos, de parcerias, de joint-ventures, ou mesmo através da aquisição de activos de outras companhias. Esta investigação, justifica-se, assim, pela actualidade da evolução das relações de Pequim com os países subsarianos exportadores de petróleo. A competição pelos recursos energéticos entre Pequim e Washington, e a análise que as diferentes teorias de Relações Internacionais vêm dedicando a deste tema, contribuem decisivamente para o constituir em uma matéria bastante relevante pretendendo-se, com este trabalho contribuir para o avanço do estudo das relações petrolíferas da China e dos Estados Unidos da América, na África Subsariana.
Autores principais:Cruz, Anabela Faria Nogueira da
Assunto:Petróleo República Popular da China Estados Unidos da América África Angola Sudão Nigéria
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O crescimento impetuoso da economia da República Popular da China, acompanhada por uma procura interna de matérias-primas e energia tem conduzido à criação de relevantes relações energéticas e comerciais com alguns dos maiores países produtores de petróleo da África Subsariana. Neste contexto, Angola, Sudão, Sudão do Sul, e a Nigéria são países de vital importância para a China. Por seu turno, os Estados Unidos da América, com uma forte presença no mercado energético subsariano, têm procurado fomentar a influência das suas companhias petrolíferas internacionais, particularmente focadas em dois países, Angola e Nigéria. Países esses onde há praticamente duas décadas, a China surgiu como sendo o seu grande concorrente. Dada a crescente procura de novas regiões petrolíferas, o investimento em países africanos exportadores de petróleo tem sido permanente e contínuo, indispensável para acompanhar o crescimento dos maiores consumidores de energia mundiais, a República Popular da China e os Estados Unidos da América. A diplomacia energética da China dirigida a esta região petrolífera subsariana, tem por objectivo a obtenção de contractos de médio e longo prazo para a prospecção, a exploração e a produção em campos petrolíferos situados em onshore e em offshore, através de acordos, de parcerias, de joint-ventures, ou mesmo através da aquisição de activos de outras companhias. Esta investigação, justifica-se, assim, pela actualidade da evolução das relações de Pequim com os países subsarianos exportadores de petróleo. A competição pelos recursos energéticos entre Pequim e Washington, e a análise que as diferentes teorias de Relações Internacionais vêm dedicando a deste tema, contribuem decisivamente para o constituir em uma matéria bastante relevante pretendendo-se, com este trabalho contribuir para o avanço do estudo das relações petrolíferas da China e dos Estados Unidos da América, na África Subsariana.