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Esperança de vida dos lugares no Pinhal Interior Sul

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nas áreas rurais do interior de Portugal continental, um número considerável de lugares têm vindo a registar sucessivos decréscimos da sua população residente. Esta saída de residentes, associada a elevadas taxas de mortalidade e baixas taxas de natalidade, num quadro de progressivo envelhecimento da população, têm originado decréscimos significativos no número de habitantes, sobretudo nos lugares de menor dimensão. Com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística analisámos o comportamento da população residente por lugar durante trinta anos (1981-2011), em cinco municípios do interior centro (ex- NUT III Pinhal Interior Sul), para aferir o seu tempo de vida expectável. Ou, se preferirmos, a sua “esperança de vida”, conceito usualmente aplicado para “determinar o número aproximado de anos que um determinado grupo de indivíduos nascidos num mesmo ano irá viver, se mantidas as mesmas condições desde o seu nascimento” (INE). A adaptação deste conceito a lugares suscita diversas questões: a) Qual será qual o número aproximado de anos de vida que um lugar terá se as condições demográficas se mantiverem? b) E poderemos estimar o número de gerações em cada lugar até ele deixar de ter residentes? c) E qual o melhor método para fazer essa estimativa? A resposta a estas questões dependerá naturalmente das variáveis e dos pressupostos incluídos no modelo adoptado. Isto, considerando sempre que a(s) tendência(s) demográfica(s) da(s) última(s) década(s) se manterão, o que é, claramente, uma simplificação e uma generalização conceptual. O que apresentamos é uma análise do comportamento da população por lugar, a partir de representações gráficas da sua “esperança de vida”, numa leitura prospectiva de identificação de padrões de comportamento espacial. Este trabalho incide na criação de cenários para as próximas décadas, aspecto essencial para compreender a grave situação de decréscimo populacional de extensas áreas do interior do país e se poder agir.
Autores principais:Soares, Nuno Henrique Pires
Outros Autores:Martins, Fernando Ribeiro; Julião, Rui Pedro Sousa Pereira Monteiro; Nascimento, Daniel; Soares, Luís Miguel da Silva Inês
Assunto:Despovoamento Interior Cenarização
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Nas áreas rurais do interior de Portugal continental, um número considerável de lugares têm vindo a registar sucessivos decréscimos da sua população residente. Esta saída de residentes, associada a elevadas taxas de mortalidade e baixas taxas de natalidade, num quadro de progressivo envelhecimento da população, têm originado decréscimos significativos no número de habitantes, sobretudo nos lugares de menor dimensão. Com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística analisámos o comportamento da população residente por lugar durante trinta anos (1981-2011), em cinco municípios do interior centro (ex- NUT III Pinhal Interior Sul), para aferir o seu tempo de vida expectável. Ou, se preferirmos, a sua “esperança de vida”, conceito usualmente aplicado para “determinar o número aproximado de anos que um determinado grupo de indivíduos nascidos num mesmo ano irá viver, se mantidas as mesmas condições desde o seu nascimento” (INE). A adaptação deste conceito a lugares suscita diversas questões: a) Qual será qual o número aproximado de anos de vida que um lugar terá se as condições demográficas se mantiverem? b) E poderemos estimar o número de gerações em cada lugar até ele deixar de ter residentes? c) E qual o melhor método para fazer essa estimativa? A resposta a estas questões dependerá naturalmente das variáveis e dos pressupostos incluídos no modelo adoptado. Isto, considerando sempre que a(s) tendência(s) demográfica(s) da(s) última(s) década(s) se manterão, o que é, claramente, uma simplificação e uma generalização conceptual. O que apresentamos é uma análise do comportamento da população por lugar, a partir de representações gráficas da sua “esperança de vida”, numa leitura prospectiva de identificação de padrões de comportamento espacial. Este trabalho incide na criação de cenários para as próximas décadas, aspecto essencial para compreender a grave situação de decréscimo populacional de extensas áreas do interior do país e se poder agir.