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Metodologia de testes de stress ao setor segurador em base Top-down

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Resumo:O presente trabalho surge no âmbito do estágio curricular na ASF com o objetivo de promover, numa perspetiva de estabilidade financeira, a avaliação da resiliência e a mensuração do impacto no setor segurador português face a potenciais cenários adversos. No contexto europeu, existem metodologias estabelecidas em abordagem de Bottom-up porém a realização desses exercícios é frequentemente um processo moroso e dependente de cooperação por parte dos operadores do setor. Existe, portanto, uma necessidade de ferramentas alternativas e mais ágeis que superem essas limitações. Este problema reveste-se de interesse e complexidade por combinar aspetos de Solvên- cia II, técnicas atuarias, de modelação estatística e computacional. Por um lado, a avaliação de riscos exige coerência com os pilares de Solvência II e robustez suficiente para apoiar decisões de supervisão prudencial; por outro, é necessário lidar com as limitações práticas, como a indisponibilidade de dados detalhados ou a necessidade de resposta rápida a cenários de mercado em constante evolução. A solução proposta consiste no desenvolvimento de uma ferramenta modular de Stress Test seguindo uma abordagem Top-down, capaz de aplicar choques aos ativos e aos passivos e reconstruir balanços por entidade a partir de dados de reporte regular, estes denominados por Quantitative Reporting Templates (QRT). A arquitetura da ferramenta inclui funcionalidades de análise determinística e de futura implementação de uma infraestrutura para simulações de Monte Carlo, permitindo quantificar incertezas associadas aos choques e métricas de risco como Value at Risk e Tail Value at Risk. Os resultados obtidos, decorrentes do teste à ferramenta com base num cenário híbrido inspirado no exercício de Stress Test da EIOPA de 2024 — nomeadamente o cenário de "Reintensificação ou prolongamento das tensões geopolíticas" — evidenciam que, à data de referência de 31 de dezembro de 2023, o setor segurador português apresenta um excesso de ativos sobre passivos positivo, sugerindo resiliência face ao cenário adverso.
Autores principais:Vraja, Sebastian Florin
Assunto:Stress Test Solvência II Top-down Provisões técnicas Simulação de Monte Carlo Supervisão prudencial
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente trabalho surge no âmbito do estágio curricular na ASF com o objetivo de promover, numa perspetiva de estabilidade financeira, a avaliação da resiliência e a mensuração do impacto no setor segurador português face a potenciais cenários adversos. No contexto europeu, existem metodologias estabelecidas em abordagem de Bottom-up porém a realização desses exercícios é frequentemente um processo moroso e dependente de cooperação por parte dos operadores do setor. Existe, portanto, uma necessidade de ferramentas alternativas e mais ágeis que superem essas limitações. Este problema reveste-se de interesse e complexidade por combinar aspetos de Solvên- cia II, técnicas atuarias, de modelação estatística e computacional. Por um lado, a avaliação de riscos exige coerência com os pilares de Solvência II e robustez suficiente para apoiar decisões de supervisão prudencial; por outro, é necessário lidar com as limitações práticas, como a indisponibilidade de dados detalhados ou a necessidade de resposta rápida a cenários de mercado em constante evolução. A solução proposta consiste no desenvolvimento de uma ferramenta modular de Stress Test seguindo uma abordagem Top-down, capaz de aplicar choques aos ativos e aos passivos e reconstruir balanços por entidade a partir de dados de reporte regular, estes denominados por Quantitative Reporting Templates (QRT). A arquitetura da ferramenta inclui funcionalidades de análise determinística e de futura implementação de uma infraestrutura para simulações de Monte Carlo, permitindo quantificar incertezas associadas aos choques e métricas de risco como Value at Risk e Tail Value at Risk. Os resultados obtidos, decorrentes do teste à ferramenta com base num cenário híbrido inspirado no exercício de Stress Test da EIOPA de 2024 — nomeadamente o cenário de "Reintensificação ou prolongamento das tensões geopolíticas" — evidenciam que, à data de referência de 31 de dezembro de 2023, o setor segurador português apresenta um excesso de ativos sobre passivos positivo, sugerindo resiliência face ao cenário adverso.