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O Som da Crise: Parvos, Deuses e Portugueses, as Canções de Protesto de uma Geração à Rasca

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Resumo:A dissertação analisa o desenvolvimento, impacto e repercussão de três canções de protesto editadas em Portugal no ano de 2011, que reagiram a um contexto sociopolítico particular: a crise de dívida pública, um ciclo de manifestações de rua, a queda do Governo, o resgate financeiro e as eleições legislativas. O ponto de partida é a interpretação e repercussão massiva de “Parva que sou”, a canção dos Deolinda que mobilizou uma geração, inspirou o Protesto da Geração À Rasca, então a maior manifestação de rua desde a Revolução de 25 de Abril de 1974, e definiu uma narrativa musical hegemónica sobre a crise financeira. Em simultâneo, emergiu um reportório que designo de “alternativo”, que representou uma perspetiva ampla das causas e efeitos da crise na sociedade: “Portugal aos Portugueses” de Xullaji e “Deus, Pátria e Família” de B Fachada. A análise a três canções de protesto pretende contribuir para a compreensão deste período histórico em Portugal e depreender os processos que definem a capacidade de uma canção de protesto em cumprir um propósito estrutural: mobilizar a sociedade e projetar uma mudança social. As questões e os argumentos sugeridos pretendem debater e amplificar o conceito e o cânone da canção de protesto em Portugal: Quais os motivos da eficácia e o contributo do objeto de estudo para a conceptualização de canção de protesto? Qual é o impacto da música num momento altamente politizado?
Autores principais:Branco, Luís Maria Cabral Meneres de Freitas
Assunto:Etnomusicologia Ethnomusicology Música Music Protesto Protest Canção de protesto Protest song Crise Crisis Deolinda Deolinda Xullaji B Fachada
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A dissertação analisa o desenvolvimento, impacto e repercussão de três canções de protesto editadas em Portugal no ano de 2011, que reagiram a um contexto sociopolítico particular: a crise de dívida pública, um ciclo de manifestações de rua, a queda do Governo, o resgate financeiro e as eleições legislativas. O ponto de partida é a interpretação e repercussão massiva de “Parva que sou”, a canção dos Deolinda que mobilizou uma geração, inspirou o Protesto da Geração À Rasca, então a maior manifestação de rua desde a Revolução de 25 de Abril de 1974, e definiu uma narrativa musical hegemónica sobre a crise financeira. Em simultâneo, emergiu um reportório que designo de “alternativo”, que representou uma perspetiva ampla das causas e efeitos da crise na sociedade: “Portugal aos Portugueses” de Xullaji e “Deus, Pátria e Família” de B Fachada. A análise a três canções de protesto pretende contribuir para a compreensão deste período histórico em Portugal e depreender os processos que definem a capacidade de uma canção de protesto em cumprir um propósito estrutural: mobilizar a sociedade e projetar uma mudança social. As questões e os argumentos sugeridos pretendem debater e amplificar o conceito e o cânone da canção de protesto em Portugal: Quais os motivos da eficácia e o contributo do objeto de estudo para a conceptualização de canção de protesto? Qual é o impacto da música num momento altamente politizado?