Publicação
Aesthetical Divide
| Resumo: | 48 (2009), filme realizado por Susana de Sousa Dias é um documentário que representa, como matéria-morta, as fotografias antropométricas do arquivo da PIDE. Entre o que podemos ver, traços de um passado, e o que apenas podemos ouvir, as vozes do presente, o filme mostra o espaço incomensurável entre o que é visível e o que é expressável neste meio específico. No entanto, como arquivo do tempo presente, as imagens em movimento dão vida épocas passadas, não apenas através de imagens antigas (de arquivo, por exemplo), mas de um passado que é descrito, narrado e imaginado pela expressão verbal. Este filme em concreto colca algumas questões relativamente à memória, arquivo e deslocamento temporal e espacial. De um ponto de vista inumano, sem considerar a origem de tais fotografias, 48 permanece no presente ao passo que as suas “memórias” persistem e resistem a esse presente, como vozes de um passado eterno que pode, e deve, ser trazido à vida. Ao dar vida ao passado extinto, reinterpretamos o presente. Qual é o valor estético de um filme feito de fotografias do arquivo da PIDE? A presente análise de 48 centrar-se-á nas ideias de Gilles Deleuze e Vicente Sánchez-Biosca sobre os arquivos audiovisuais. |
|---|---|
| Autores principais: | Viegas, Susana Isabel Rainho |
| Assunto: | Audiovisual Archives Deleuze Susana de Sousa Dias Sánchez-Biosca Philosophy |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | 48 (2009), filme realizado por Susana de Sousa Dias é um documentário que representa, como matéria-morta, as fotografias antropométricas do arquivo da PIDE. Entre o que podemos ver, traços de um passado, e o que apenas podemos ouvir, as vozes do presente, o filme mostra o espaço incomensurável entre o que é visível e o que é expressável neste meio específico. No entanto, como arquivo do tempo presente, as imagens em movimento dão vida épocas passadas, não apenas através de imagens antigas (de arquivo, por exemplo), mas de um passado que é descrito, narrado e imaginado pela expressão verbal. Este filme em concreto colca algumas questões relativamente à memória, arquivo e deslocamento temporal e espacial. De um ponto de vista inumano, sem considerar a origem de tais fotografias, 48 permanece no presente ao passo que as suas “memórias” persistem e resistem a esse presente, como vozes de um passado eterno que pode, e deve, ser trazido à vida. Ao dar vida ao passado extinto, reinterpretamos o presente. Qual é o valor estético de um filme feito de fotografias do arquivo da PIDE? A presente análise de 48 centrar-se-á nas ideias de Gilles Deleuze e Vicente Sánchez-Biosca sobre os arquivos audiovisuais. |
|---|