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Metodologias logísticas utilizadas pelos hospitais portugueses e a relação com o seu desempenho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO - Introdução: No atual contexto económico do país, face à escassez de recursos que os hospitais disponibilizam, torna-se necessária a adoção de estratégias que permitam prepará-los para uma política de maior produtividade e de redução de custos, o que pressupõe aumentar a eficiência e a eficácia da utilização dos materiais existentes e de todos os processos. Nesse sentido, a gestão logística através das suas metodologias pode e deve ser encarada como uma abordagem orientada para essa finalidade. Objetivos: Este trabalho tem como objetivos verificar se os hospitais com um melhor desempenho, entre os vários grupos definidos pela ACSS e no que diz respeito à eficiência associada aos custos com material de consumo clínico e produtos farmacêuticos, utilizam metodologias logísticas idênticas (ligadas ao aprovisionamento; gestão de stocks; armazém; picking e distribuição); e estudar uma possível relação entre os hospitais mais eficientes, dentro de cada grupo definido pela ACSS, e a utilização das metodologias logísticas que permitem alcançar uma maior eficiência nos aspetos referidos anteriormente. Material e Métodos: Estudo de Caso que visa perceber quais as metodologias logísticas que são utilizadas pelos hospitais portugueses que se encontram no site de benchmarking dos hospitais da ACSS. Para tal, foi criado, validado e aplicado um inquérito por questionários aos mesmos, sendo a amostra final constituída por 17 hospitais. Foi feita a análise das respostas, segundo uma matriz de cruzamento das mesmas, de forma a compreender quais as metodologias logísticas utilizadas (ligadas ao aprovisionamento; gestão de stocks; armazém; picking e distribuição) por parte dos inquiridos, e identificaram-se quais os hospitais mais eficientes dentro de cada um dos grupos definidos pela ACSS (B, C, D, E e F), através dos valores, do ano de 2014, presentes no site de benchmarking dos hospitais da ACSS no que diz respeito aos indicadores associados aos custos com material de consumo clínico e produtos farmacêuticos, para que fosse possível cumprir com os objetivos propostos. Resultados: Face ao primeiro objetivo verificou-se que existem alguns padrões associados às metodologias logísticas utilizadas entre as organizações mais eficientes, que responderam ao inquérito, em cada um dos grupos definidos pela ACSS. Relativamente ao segundo objetivo constatou-se que dentro de alguns dos grupos definidos pela ACSS (B e E), as metodologias logísticas utilizadas por parte das organizações mais eficientes poderiam justificar o alcance de um melhor desempenho no que diz respeito à eficiência a nível dos custos com material de consumo clínico e produtos farmacêuticos. Contudo, noutros grupos (C, D e F) tal não se verifica, já que existem casos onde as organizações mais eficientes utilizam as mesmas ou menos metodologias logísticas relativamente às organizações menos eficientes. Conclusão: Considerou-se a existência de outros fatores que podem influenciar o alcance de uma maior eficiência por parte dos hospitais, sem ser através da utilização da maioria das metodologias logísticas, tais como: Utilização de TIC’s na segurança do doente; relações com fornecedores e outras parcerias estratégicas; inovação e standardização de processos e qualidade dos profissionais na prestação de cuidados de saúde.
Autores principais:Marques, André Miguel Reis
Assunto:Gestão logística Hosptais Desempenho Aprovisionamento Gestão de stocks Armazém Picking Distribuição Logistic management Hospitals Performance Supply Stocks management Warehouse Picking Distribution
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO - Introdução: No atual contexto económico do país, face à escassez de recursos que os hospitais disponibilizam, torna-se necessária a adoção de estratégias que permitam prepará-los para uma política de maior produtividade e de redução de custos, o que pressupõe aumentar a eficiência e a eficácia da utilização dos materiais existentes e de todos os processos. Nesse sentido, a gestão logística através das suas metodologias pode e deve ser encarada como uma abordagem orientada para essa finalidade. Objetivos: Este trabalho tem como objetivos verificar se os hospitais com um melhor desempenho, entre os vários grupos definidos pela ACSS e no que diz respeito à eficiência associada aos custos com material de consumo clínico e produtos farmacêuticos, utilizam metodologias logísticas idênticas (ligadas ao aprovisionamento; gestão de stocks; armazém; picking e distribuição); e estudar uma possível relação entre os hospitais mais eficientes, dentro de cada grupo definido pela ACSS, e a utilização das metodologias logísticas que permitem alcançar uma maior eficiência nos aspetos referidos anteriormente. Material e Métodos: Estudo de Caso que visa perceber quais as metodologias logísticas que são utilizadas pelos hospitais portugueses que se encontram no site de benchmarking dos hospitais da ACSS. Para tal, foi criado, validado e aplicado um inquérito por questionários aos mesmos, sendo a amostra final constituída por 17 hospitais. Foi feita a análise das respostas, segundo uma matriz de cruzamento das mesmas, de forma a compreender quais as metodologias logísticas utilizadas (ligadas ao aprovisionamento; gestão de stocks; armazém; picking e distribuição) por parte dos inquiridos, e identificaram-se quais os hospitais mais eficientes dentro de cada um dos grupos definidos pela ACSS (B, C, D, E e F), através dos valores, do ano de 2014, presentes no site de benchmarking dos hospitais da ACSS no que diz respeito aos indicadores associados aos custos com material de consumo clínico e produtos farmacêuticos, para que fosse possível cumprir com os objetivos propostos. Resultados: Face ao primeiro objetivo verificou-se que existem alguns padrões associados às metodologias logísticas utilizadas entre as organizações mais eficientes, que responderam ao inquérito, em cada um dos grupos definidos pela ACSS. Relativamente ao segundo objetivo constatou-se que dentro de alguns dos grupos definidos pela ACSS (B e E), as metodologias logísticas utilizadas por parte das organizações mais eficientes poderiam justificar o alcance de um melhor desempenho no que diz respeito à eficiência a nível dos custos com material de consumo clínico e produtos farmacêuticos. Contudo, noutros grupos (C, D e F) tal não se verifica, já que existem casos onde as organizações mais eficientes utilizam as mesmas ou menos metodologias logísticas relativamente às organizações menos eficientes. Conclusão: Considerou-se a existência de outros fatores que podem influenciar o alcance de uma maior eficiência por parte dos hospitais, sem ser através da utilização da maioria das metodologias logísticas, tais como: Utilização de TIC’s na segurança do doente; relações com fornecedores e outras parcerias estratégicas; inovação e standardização de processos e qualidade dos profissionais na prestação de cuidados de saúde.