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Seleção dos kits de amplificação de ADN em genética forense

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A genética forense consiste na utilização da identificação humana pelo DNA para fins de investigação criminal. É um spin-off da genética pura que alia o rigor das ciências da vida a impositivos legais do sistema judicial, pelo que tem consequências ao nível dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos. Nesta atividade, através da análise de um conjunto de STR's, não codificantes e altamente polimórficos, obtém-se um perfil de DNA que, ainda que não defina o indivíduo, permite a sua distinção e identificação. A comparação de perfis de ADN obtidos em amostras problema e amostras referência, permite fazer correlação entre pessoas e cenas de crime, constituindo prova pericial que se encontra livre da apreciação do julgador. É por isso imprescindível assegurar o rigor, precisão e fiabilidade das análises de DNA. Para tal é fundamental a utilização de técnicas bem estabelecidas e validadas bem como de reagentes de qualidade comprovada. O kit de amplificação de DNA é o principal destes reagentes, sendo a sua escolha determinante para a qualidade dos resultados e para o desempenho de um laboratório de genética forense. Decorrente dos conhecimentos académicos e da experiência profissional da autora, primeiro como perita de genética forense e depois como responsável por um laboratório deste tipo, elencam-se neste trabalho os diferentes aspetos a considerar na escolha do kit de amplificação, e discute-se a forma como se relacionam entre si. Conclui-se que não existe "o" kit de amplificação ideal, mas sim aquele que, em determinado momento e conjuntura, se afigura como a melhor opção para o laboratório.
Autores principais:Costa, Sandra Cristina Figueiredo Pereira da
Assunto:Genética forense perfil de DNA kit de amplificação STR
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A genética forense consiste na utilização da identificação humana pelo DNA para fins de investigação criminal. É um spin-off da genética pura que alia o rigor das ciências da vida a impositivos legais do sistema judicial, pelo que tem consequências ao nível dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos. Nesta atividade, através da análise de um conjunto de STR's, não codificantes e altamente polimórficos, obtém-se um perfil de DNA que, ainda que não defina o indivíduo, permite a sua distinção e identificação. A comparação de perfis de ADN obtidos em amostras problema e amostras referência, permite fazer correlação entre pessoas e cenas de crime, constituindo prova pericial que se encontra livre da apreciação do julgador. É por isso imprescindível assegurar o rigor, precisão e fiabilidade das análises de DNA. Para tal é fundamental a utilização de técnicas bem estabelecidas e validadas bem como de reagentes de qualidade comprovada. O kit de amplificação de DNA é o principal destes reagentes, sendo a sua escolha determinante para a qualidade dos resultados e para o desempenho de um laboratório de genética forense. Decorrente dos conhecimentos académicos e da experiência profissional da autora, primeiro como perita de genética forense e depois como responsável por um laboratório deste tipo, elencam-se neste trabalho os diferentes aspetos a considerar na escolha do kit de amplificação, e discute-se a forma como se relacionam entre si. Conclui-se que não existe "o" kit de amplificação ideal, mas sim aquele que, em determinado momento e conjuntura, se afigura como a melhor opção para o laboratório.