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Pré hipertensão, hipertensão arterial e fatores associados com enfoque na adiposidade abdominal em adultos uma revisão sistemática com meta análise

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Resumo:RESUMO A pré-hipertensão arterial tem sido associada com o desenvolvimento da hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, sendo caracterizada por valores sistólicos entre 120-139 mmHg e/ou diastólica 80-89 mmHg. A identificação precoce da hipertensão arterial através da vigilância da pré-hipertensão arterial pode contribuir para a diminuição de risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e doença renal. Na literatura têm sido propostos indicadores antropométricos que possam ser usados para identificar o risco para doenças cardiovasculares, através de aferições de medidas que indicam um acúmulo de gordura corporal, principalmente na região abdominal. O Índice C, que é determinado por meio das medidas de peso, estatura e circunferência da cintura, é associado à identificação indireta da hipertensão. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho de indicadores antropométricos (Índice C, CC, ABSI e RCEst) em predizer algumas categorias da pressão arterial e fazer a comparação entre os indicadores. A revisão sistemática foi conduzida com a pesquisa em cinco bases eletrónicas (PubMed, LILACS, Scielo, EMBASE e Google Académico). Estudos foram incluídos quando avaliaram medidas antropométricas de interesse em adultos maiores de 18 anos com alteração de níveis pressóricos (pré-HTA e HTA). A meta-análise foi conduzida com base na diferença da média dos valores de interesse em pré-hipertensos/hipertensos e normotensos. Na revisão final foram incluídos 10 estudos com o total de 175.524 indivíduos, sendo 52% do sexo feminino. O tamanho do efeito g de Hedges e d de Cohen foram estimados com base no modelo de efeitos aleatórios, obtendo-se um valor para g de Hedges de 0,54 (95%IC: [0,36-0,71]; p < 0,001; I2 = 99%) para o Índice C, 0,62 (95%IC: [0,44-0,81]; p < 0,001; I2 = 99%) para CC, 0,74 (95%IC: [-0,53 -2,01]; p = 0,25; I2 = 100%) para ABSI, 0,27 (95%IC: [-0,73-1,27]; p = 0,60; I2 = 100%) para RCEst, resultados semelhantes foram obtidos para o tamanho de efeito d de Cohen. Os tamanhos do efeito dos indicadores antropométricos tendem a aumentar com o avançar da idade. O sexo feminino teve um efeito maior comparativamente ao sexo masculino nos diferentes indicadores antropométricos analisados, com exceção do ABSI, em que o sexo masculino teve um tamanho de efeito maior. Já para a CC, não houve diferenças quanto ao tamanho do efeito para o sexo masculino e feminino. Apesar da heterogeneidade dos estudos, os achados sugerem que todos os indicadores antropométricos analisados têm um bom desempenho em predizer a Pré-HTA e HTA. Esse estudo fornece resultados relevantes para a comunidade científica, considerando o uso de medidas antropométricas como fatores preditores da hipertensão arterial.
Autores principais:MARTINS, Delisa Soraia Monteiro Vera-Cruz
Assunto:Saúde pública Doenças crónicas Hipertensão
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO A pré-hipertensão arterial tem sido associada com o desenvolvimento da hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, sendo caracterizada por valores sistólicos entre 120-139 mmHg e/ou diastólica 80-89 mmHg. A identificação precoce da hipertensão arterial através da vigilância da pré-hipertensão arterial pode contribuir para a diminuição de risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e doença renal. Na literatura têm sido propostos indicadores antropométricos que possam ser usados para identificar o risco para doenças cardiovasculares, através de aferições de medidas que indicam um acúmulo de gordura corporal, principalmente na região abdominal. O Índice C, que é determinado por meio das medidas de peso, estatura e circunferência da cintura, é associado à identificação indireta da hipertensão. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho de indicadores antropométricos (Índice C, CC, ABSI e RCEst) em predizer algumas categorias da pressão arterial e fazer a comparação entre os indicadores. A revisão sistemática foi conduzida com a pesquisa em cinco bases eletrónicas (PubMed, LILACS, Scielo, EMBASE e Google Académico). Estudos foram incluídos quando avaliaram medidas antropométricas de interesse em adultos maiores de 18 anos com alteração de níveis pressóricos (pré-HTA e HTA). A meta-análise foi conduzida com base na diferença da média dos valores de interesse em pré-hipertensos/hipertensos e normotensos. Na revisão final foram incluídos 10 estudos com o total de 175.524 indivíduos, sendo 52% do sexo feminino. O tamanho do efeito g de Hedges e d de Cohen foram estimados com base no modelo de efeitos aleatórios, obtendo-se um valor para g de Hedges de 0,54 (95%IC: [0,36-0,71]; p < 0,001; I2 = 99%) para o Índice C, 0,62 (95%IC: [0,44-0,81]; p < 0,001; I2 = 99%) para CC, 0,74 (95%IC: [-0,53 -2,01]; p = 0,25; I2 = 100%) para ABSI, 0,27 (95%IC: [-0,73-1,27]; p = 0,60; I2 = 100%) para RCEst, resultados semelhantes foram obtidos para o tamanho de efeito d de Cohen. Os tamanhos do efeito dos indicadores antropométricos tendem a aumentar com o avançar da idade. O sexo feminino teve um efeito maior comparativamente ao sexo masculino nos diferentes indicadores antropométricos analisados, com exceção do ABSI, em que o sexo masculino teve um tamanho de efeito maior. Já para a CC, não houve diferenças quanto ao tamanho do efeito para o sexo masculino e feminino. Apesar da heterogeneidade dos estudos, os achados sugerem que todos os indicadores antropométricos analisados têm um bom desempenho em predizer a Pré-HTA e HTA. Esse estudo fornece resultados relevantes para a comunidade científica, considerando o uso de medidas antropométricas como fatores preditores da hipertensão arterial.