Publicação
SIMULAÇÃO DE SOLUÇÕES DE REABILITAÇÃO TÉRMICA EM CLIMA TEMPERADO
| Resumo: | O setor residencial é um dos maiores responsáveis pelo consumo de energia final e, consequentemente, pela emissão de gases poluentes para a atmosfera. Estima-se que, em Portugal, mais de um quarto da energia consumida é utilizada para aquecer o espaço interior, o que nos remete para a baixa eficiência energética do parque edificado nacional. Apesar da legislação atual ser rígida no que toca ao comportamento térmico dos edifícios, grande parte destes foi construída quando ainda não existia regulamentação térmica, o que leva a que sensivelmente 70% das habitações em Portugal não tenham isolamento térmico. Assim, torna-se imperativo reabilitar estes edifícios, aplicando soluções construtivas que minimizem o consumo de energia associado à cli- matização dos edifícios. O objetivo deste trabalho é, então, estudar formas de reabilitar higrotérmicamente um edifício multifa- miliar existente, através dos elementos da envolvente exterior. O caso de estudo, devido ao seu ano de construção, não possui qualquer tipo de isolamento térmico, o que torna interessante a sua análise e a comparação de desempenho antes e após a reabilitação. O modelo foi validado com base numa campanha de monitorização, onde se registaram valores de temperatura e humidade relativa e, depois utilizado para estudar o impacto que a adoção de diferentes espessuras de isolamento térmico em paredes e diferentes vãos envidraçados têm na temperatura interior e no desempenho energético do edifício. Da análise realizada, concluiu-se que é pela fachada que se dão as maiores perdas de calor e, pelos vãos envidraçados que se dão os maiores ganhos. O estudo de sensibilidade também permitiu aferir que é pela aplicação de isolamento térmico nas paredes que se consegue diminuir mais as necessidades ener- géticas ao longo do ano, como medida isolada. Dentro dos cenários considerados, e na perspetiva de otimizar a redução do consumo energético, qual- quer situação onde se aplique isolamento térmico torna-se bastante benéfica, sendo necessária apenas uma espessura de sensivelmente 3 cm de lã mineral para cumprir a legislação e reduzir o consumo de energia total em cerca de 20%. Relativamente aos vãos envidraçados, um Uw de 2 W/m2ºC é suficiente para reduzir o consumo energético em cerca de 5%. |
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| Autores principais: | Santos, Cristiano Ferreira |
| Assunto: | Eficiência energética reabilitação térmica simulação dinâmica EnergyPlus monitorização climática pobreza energética |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O setor residencial é um dos maiores responsáveis pelo consumo de energia final e, consequentemente, pela emissão de gases poluentes para a atmosfera. Estima-se que, em Portugal, mais de um quarto da energia consumida é utilizada para aquecer o espaço interior, o que nos remete para a baixa eficiência energética do parque edificado nacional. Apesar da legislação atual ser rígida no que toca ao comportamento térmico dos edifícios, grande parte destes foi construída quando ainda não existia regulamentação térmica, o que leva a que sensivelmente 70% das habitações em Portugal não tenham isolamento térmico. Assim, torna-se imperativo reabilitar estes edifícios, aplicando soluções construtivas que minimizem o consumo de energia associado à cli- matização dos edifícios. O objetivo deste trabalho é, então, estudar formas de reabilitar higrotérmicamente um edifício multifa- miliar existente, através dos elementos da envolvente exterior. O caso de estudo, devido ao seu ano de construção, não possui qualquer tipo de isolamento térmico, o que torna interessante a sua análise e a comparação de desempenho antes e após a reabilitação. O modelo foi validado com base numa campanha de monitorização, onde se registaram valores de temperatura e humidade relativa e, depois utilizado para estudar o impacto que a adoção de diferentes espessuras de isolamento térmico em paredes e diferentes vãos envidraçados têm na temperatura interior e no desempenho energético do edifício. Da análise realizada, concluiu-se que é pela fachada que se dão as maiores perdas de calor e, pelos vãos envidraçados que se dão os maiores ganhos. O estudo de sensibilidade também permitiu aferir que é pela aplicação de isolamento térmico nas paredes que se consegue diminuir mais as necessidades ener- géticas ao longo do ano, como medida isolada. Dentro dos cenários considerados, e na perspetiva de otimizar a redução do consumo energético, qual- quer situação onde se aplique isolamento térmico torna-se bastante benéfica, sendo necessária apenas uma espessura de sensivelmente 3 cm de lã mineral para cumprir a legislação e reduzir o consumo de energia total em cerca de 20%. Relativamente aos vãos envidraçados, um Uw de 2 W/m2ºC é suficiente para reduzir o consumo energético em cerca de 5%. |
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