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Reabilitação cardíaca em Portugal: constrangimentos e barreiras na adesão e estratégias para superação
| Summary: | RESUMO - Introdução: Os programas de Reabilitação Cardíaca (RC) são essenciais na prevenção secundária das doenças cardiovasculares (DCV), para atenuar os efeitos da morbilidade, na melhoria da capacidade funcional e qualidade de vida do doente após evento agudo, na redução da mortalidade total cardiovascular, das hospitalizações e dos custos de saúde associados. Embora reconhecidos os benefícios da RC, em Portugal está francamente subtilizada, sendo que as taxas de admissão rondam apenas cerca de 9%, isto é muito abaixo do que seria desejável. Este dado, revela uma importante necessidade no incremento da referenciação, da adesão e da manutenção de doentes aos programas de RC. Objetivos: Este trabalho propõe identificar os principais constrangimentos e barreiras, na perspetiva de um grupo de profissionais de saúde e as diversas intervenções recomendadas para uma adequada adesão aos programas de RC em Portugal. Metodologia: Estudo descritivo e exploratório, de abordagem qualitativa, através do método Delphi, com recurso à realização de um inquérito por três rondas. Resultados: Foram identificados pelo grupo de peritos 25 constrangimentos e barreiras na adesão aos programas de RC, obtendo-se no final um consenso em 17 itens. Relativamente às intervenções focadas nos cinco eixos considerados prioritários, (doentes, profissionais de saúde, instituições e políticas de saúde e ambiente social e comunitário), foram consensualizadas 8 intervenções, sendo que a maioria das barreiras e intervenções identificadas estão relacionadas com as instituições e políticas de saúde. Conclusão: Os resultados obtidos contribuem para a construção de intervenções mais eficientes para promover adesão aos programas de RC. Na perspetiva do grupo de peritos os fatores culturais, organizacionais e financeiros são os principais responsáveis pela falta de adesão aos programas de RC. As implementações de estratégias nas políticas de saúde são consideradas pelo grupo de peritos, as intervenções mais relevantes para tornar os programas de RC acessíveis e eficazes. |
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| Main Authors: | Lopes, Marisa Cristina Santos |
| Subject: | Doenças cardiovasculares Reabilitação cardíaca Barreiras na reabilitação cardíaca Telereabilitação cardíaca Delphi Cardiovascular diseases Cardiac rehabilitation Barriers in cardiac rehabilitation Telerehabilitation, cardiac |
| Year: | 2022 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade Nova de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório Institucional da UNL |
| Summary: | RESUMO - Introdução: Os programas de Reabilitação Cardíaca (RC) são essenciais na prevenção secundária das doenças cardiovasculares (DCV), para atenuar os efeitos da morbilidade, na melhoria da capacidade funcional e qualidade de vida do doente após evento agudo, na redução da mortalidade total cardiovascular, das hospitalizações e dos custos de saúde associados. Embora reconhecidos os benefícios da RC, em Portugal está francamente subtilizada, sendo que as taxas de admissão rondam apenas cerca de 9%, isto é muito abaixo do que seria desejável. Este dado, revela uma importante necessidade no incremento da referenciação, da adesão e da manutenção de doentes aos programas de RC. Objetivos: Este trabalho propõe identificar os principais constrangimentos e barreiras, na perspetiva de um grupo de profissionais de saúde e as diversas intervenções recomendadas para uma adequada adesão aos programas de RC em Portugal. Metodologia: Estudo descritivo e exploratório, de abordagem qualitativa, através do método Delphi, com recurso à realização de um inquérito por três rondas. Resultados: Foram identificados pelo grupo de peritos 25 constrangimentos e barreiras na adesão aos programas de RC, obtendo-se no final um consenso em 17 itens. Relativamente às intervenções focadas nos cinco eixos considerados prioritários, (doentes, profissionais de saúde, instituições e políticas de saúde e ambiente social e comunitário), foram consensualizadas 8 intervenções, sendo que a maioria das barreiras e intervenções identificadas estão relacionadas com as instituições e políticas de saúde. Conclusão: Os resultados obtidos contribuem para a construção de intervenções mais eficientes para promover adesão aos programas de RC. Na perspetiva do grupo de peritos os fatores culturais, organizacionais e financeiros são os principais responsáveis pela falta de adesão aos programas de RC. As implementações de estratégias nas políticas de saúde são consideradas pelo grupo de peritos, as intervenções mais relevantes para tornar os programas de RC acessíveis e eficazes. |
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