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Pluralismo médico em Portugal no século XIX?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O texto analisa uma polémica literária, tecida em meados do século XIX, em Portugal, entre um influente político e alguns dos mais eminentes médicos lisboetas, que incidiu sobre o estatuto científico e clínico dos sistemas médicos alternativos. Procura-se retratar o universo clínico do período do romantismo, mostrando a pregnância clínica e cultural de sistemas médicos como a hidroterapia, a homeopatia ou o magnetismo animal, entre outras práticas. Problematiza-se, também, o pluralismo médico vigente no período, um aspeto tendencialmente desvalorizado em termos historiográficos. Por último, ilustram-se as diversas estratégias de marginalização científica, curricular e institucional que permitiram varrer tais práticas das universidades e da própria historiografia.
Autores principais:Barreiros, Bruno
Assunto:Portugal Controvérsia Pluralismo médico Medicina Terapias alternativas
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O texto analisa uma polémica literária, tecida em meados do século XIX, em Portugal, entre um influente político e alguns dos mais eminentes médicos lisboetas, que incidiu sobre o estatuto científico e clínico dos sistemas médicos alternativos. Procura-se retratar o universo clínico do período do romantismo, mostrando a pregnância clínica e cultural de sistemas médicos como a hidroterapia, a homeopatia ou o magnetismo animal, entre outras práticas. Problematiza-se, também, o pluralismo médico vigente no período, um aspeto tendencialmente desvalorizado em termos historiográficos. Por último, ilustram-se as diversas estratégias de marginalização científica, curricular e institucional que permitiram varrer tais práticas das universidades e da própria historiografia.