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Materialidade, Ambiente e ‘Cancro’ do pergaminho: Desafios à Conservação do Códice Medieval Alcobacense

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A coleção dos Alcobacenses é uma das mais importantes coleções medievais portugue-sas. A temática sobre a sua materialidade é complexa, na sua caracterização, estado de con-servação e patologias. Neste último campo, o aparecimento de manchas roxas – um efeito da biodeterioração (alteração indesejada causada pela atividade de microrganismos) está bem pa-tente nos códices fortemente deteriorados ALC.336 e ALC.338, entre outros, originais dos sécu-los XII e XIII. Estas manchas, apelidadas de cancro do pergaminho, parecem estar associadas à deterioração das fibras de colagénio que levam ao destacamento da camada superficial do pergaminho e consequentemente a alterações estéticas, à perda da informação e/ou perda total do objeto. Os casos de estudo foram analisados visualmente e bioquimicamente, através de tecno-logia avançada, no caso NGS. A análise material destas manchas roxas permitiu identificar co-munidades bacterianas complexas com o género Saccharopolyspora spp. como dominante. Não foram encontradas Archaeobacterias. A comunidade fúngica era composta maioritariamente pelo género Malassezia spp. Os resultados são comparados com estudos semelhantes e são apre-sentadas perspetivas futuras nesta área.
Autores principais:Vaz, Patrícia Conduto Alvito
Assunto:Alcobacenses Cisterciense Pergaminho Encadernação Biodeterioração Manchas arroxeadas
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A coleção dos Alcobacenses é uma das mais importantes coleções medievais portugue-sas. A temática sobre a sua materialidade é complexa, na sua caracterização, estado de con-servação e patologias. Neste último campo, o aparecimento de manchas roxas – um efeito da biodeterioração (alteração indesejada causada pela atividade de microrganismos) está bem pa-tente nos códices fortemente deteriorados ALC.336 e ALC.338, entre outros, originais dos sécu-los XII e XIII. Estas manchas, apelidadas de cancro do pergaminho, parecem estar associadas à deterioração das fibras de colagénio que levam ao destacamento da camada superficial do pergaminho e consequentemente a alterações estéticas, à perda da informação e/ou perda total do objeto. Os casos de estudo foram analisados visualmente e bioquimicamente, através de tecno-logia avançada, no caso NGS. A análise material destas manchas roxas permitiu identificar co-munidades bacterianas complexas com o género Saccharopolyspora spp. como dominante. Não foram encontradas Archaeobacterias. A comunidade fúngica era composta maioritariamente pelo género Malassezia spp. Os resultados são comparados com estudos semelhantes e são apre-sentadas perspetivas futuras nesta área.