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Sentido e sem-sentido: Deleuze e Wittgenstein

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A dissertação gira em torno da questão do “sentido” em Deleuze (sens) e Wittgenstein (Sinn), autores com uma distinta forma de fazer filosofia, representando vulgarmente duas distintas tradições filosóficas – a filosofia continental e a filosofia analítica, respetivamente. O que se pretende sobretudo é analisar as diferenças existentes entre as suas conceções de linguagem, procurando ao mesmo tempo aspetos comuns entre elas, e de forma indireta aludir a uma aproximação, tanto quanto possível, das duas tradições da filosofia e das suas metodologias. O corpo principal da dissertação incide sobre a análise que Deleuze realiza na Lógica do Sentido da linguagem esquizofrénica, sobretudo a de Antonin Artaud, e também sobre a aplicação que autores como Louis Sass fizeram da ideia de solipsismo em Wittgenstein a casos de esquizofrenia como o de Daniel Paul Schreber. A partir do sentido da linguagem da esquizofrenia, estuda-se um possível paralelo entre os pensamentos de Deleuze e Wittgenstein. Conclui-se que não só o estudo sobre sentido e sem-sentido quando considerado em oposição é limitado, mas também que, ao contrário daquilo que é habitualmente defendido, o pensamento destes dois autores não é incompatível.
Autores principais:Vieira, Gianluca Dos Reis
Assunto:Deleuze Esquizofrenia Sentido/sem-sentido Wittgenstein Sense/nonsense Schizophrenia
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A dissertação gira em torno da questão do “sentido” em Deleuze (sens) e Wittgenstein (Sinn), autores com uma distinta forma de fazer filosofia, representando vulgarmente duas distintas tradições filosóficas – a filosofia continental e a filosofia analítica, respetivamente. O que se pretende sobretudo é analisar as diferenças existentes entre as suas conceções de linguagem, procurando ao mesmo tempo aspetos comuns entre elas, e de forma indireta aludir a uma aproximação, tanto quanto possível, das duas tradições da filosofia e das suas metodologias. O corpo principal da dissertação incide sobre a análise que Deleuze realiza na Lógica do Sentido da linguagem esquizofrénica, sobretudo a de Antonin Artaud, e também sobre a aplicação que autores como Louis Sass fizeram da ideia de solipsismo em Wittgenstein a casos de esquizofrenia como o de Daniel Paul Schreber. A partir do sentido da linguagem da esquizofrenia, estuda-se um possível paralelo entre os pensamentos de Deleuze e Wittgenstein. Conclui-se que não só o estudo sobre sentido e sem-sentido quando considerado em oposição é limitado, mas também que, ao contrário daquilo que é habitualmente defendido, o pensamento destes dois autores não é incompatível.