Publicação

Estudo da resistência de Plasmodium falciparum à artemisinina e derivados: desenvolvimento e implementação de testes in vitro para avaliação da viabilidade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Malária ou paludismo é uma doença parasitária provocada por protozoários do género Plasmodium e transmitida por fêmeas de mosquitos do género Anopheles. Há cinco espécies de Plasmodium capazes provocar malária em humanos (P. falciparum , P. vivax , P. ovale, P. malariae e P. knowlesi), destas espécies as mais prevalentes são P. falciparum e P. vivax, e a mais letal é P. falciparum. Apesar de a malária ser uma doença que se pode prevenir e tratar, esta continua a ter um impacto devastador na saúde mundial. De acordo com o World Malaria Report de 2015, cerca de 3.2 biliões de pessoas encontravam-se em risco de contrair malária. Em 2015, foram estimados 214 milhões de novos casos de malária e cerca de 438 000 mortes, a maioria em crianças com menos de 5 anos na África Subsariana. Tendo em conta a situação atual da malária, já foram delineadas campanhas que têm por objetivo a erradicação desta doença. Os estudos demonstram o aumento da resistência aos antimaláricos mais utilizados, incluindo a artemisinina e seus derivados. A rápida disseminação da resistência aos antipalúdicos tornou prioritária a vigilância da susceptibilidade dos parasitas aos fármacos. É crucial o desenvolvimento de metodologias inovadoras que facilitem uma avaliação rápida, eficaz e rigorosa do efeito dos fármacos e compostos sintéticos ou naturais, no ciclo e metabolismo de Plasmodium, para que possam ser delineadas estratégias que limitem a propagação da resistência e o desenvolvimento de novos compostos e vacinas. Neste trabalho, padronizamos o uso do fluorímetro de microplacas e resazurina, para avaliar in vitro a viabilidade de P. falciparum quando sujeito a um pulso de seis horas de dihidroartemisinina. Este teste de susceptibilidade, de fácil execução, produz resultados quantitativos, rápidos e fiáveis, o que o torna uma alternativa eficaz ao ensaio RSA0-3h, uma vez que consegue ultrapassar a subjetividade e trabalho árduo, inerentes à observação de esfregaços corados com Giemsa, por dois ou mais microscopistas experientes que contabilizam parasitas viáveis.
Autores principais:MURTINHEIRA, Fernanda Ivanira Henriques
Assunto:Ciências biomédicas Parasitologia médica Malária Tratamento Plasmodium falciparum Artemisinina e derivados
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Malária ou paludismo é uma doença parasitária provocada por protozoários do género Plasmodium e transmitida por fêmeas de mosquitos do género Anopheles. Há cinco espécies de Plasmodium capazes provocar malária em humanos (P. falciparum , P. vivax , P. ovale, P. malariae e P. knowlesi), destas espécies as mais prevalentes são P. falciparum e P. vivax, e a mais letal é P. falciparum. Apesar de a malária ser uma doença que se pode prevenir e tratar, esta continua a ter um impacto devastador na saúde mundial. De acordo com o World Malaria Report de 2015, cerca de 3.2 biliões de pessoas encontravam-se em risco de contrair malária. Em 2015, foram estimados 214 milhões de novos casos de malária e cerca de 438 000 mortes, a maioria em crianças com menos de 5 anos na África Subsariana. Tendo em conta a situação atual da malária, já foram delineadas campanhas que têm por objetivo a erradicação desta doença. Os estudos demonstram o aumento da resistência aos antimaláricos mais utilizados, incluindo a artemisinina e seus derivados. A rápida disseminação da resistência aos antipalúdicos tornou prioritária a vigilância da susceptibilidade dos parasitas aos fármacos. É crucial o desenvolvimento de metodologias inovadoras que facilitem uma avaliação rápida, eficaz e rigorosa do efeito dos fármacos e compostos sintéticos ou naturais, no ciclo e metabolismo de Plasmodium, para que possam ser delineadas estratégias que limitem a propagação da resistência e o desenvolvimento de novos compostos e vacinas. Neste trabalho, padronizamos o uso do fluorímetro de microplacas e resazurina, para avaliar in vitro a viabilidade de P. falciparum quando sujeito a um pulso de seis horas de dihidroartemisinina. Este teste de susceptibilidade, de fácil execução, produz resultados quantitativos, rápidos e fiáveis, o que o torna uma alternativa eficaz ao ensaio RSA0-3h, uma vez que consegue ultrapassar a subjetividade e trabalho árduo, inerentes à observação de esfregaços corados com Giemsa, por dois ou mais microscopistas experientes que contabilizam parasitas viáveis.