Publicação
Contribuição para o estudo do tratamento de efluentes da indústria vinícola
| Resumo: | A indústria vinícola é uma indústria de particular importância, devido às suas raízes culturais, à sua extensão geográfica no território nacional, e à sua dimensão sócioeconómica. Os principais objectivos foram caracterizar os efluentes gerados pela indústria vinícola, efectuar um levantamento da legislação e regulamentação que afecta a gestão destes efluentes, abordar os principais e mais utilizados processos de tratamentos aeróbios e anaeróbios, propondo linhas de tratamento para dois cenários apresentados. Foram abordados os seguintes assuntos: Contextualização histórica e cultural da produção de vinhos a nível nacional; Caracterização sócio-económica da indústria vinícola a nível nacional; Caracterização dos processos produtivos do vinho e dos resíduos líquidos associados a esta indústria; Descrição de diferentes linhas de tratamento destinados ao tipo de efluentes em causa; Estudo comparativo, indicando as diferentes vantagens e desvantagens das diversas linhas de tratamento, tendo em conta aspectos estudados anteriormente. Os tratamentos aeróbios e anaeróbios mostraram ser adequados para o tratamento destes efluentes. Os tratamentos aeróbios mostraram maiores eficiências de remoção orgânica e elevada resistência aos tóxicos presentes nestes efluentes, apesar de se mostrar mais dispendioso devido a elevada necessidade de oxigénio, enquanto os anaeróbios foram mais eficientes quando sujeitos a choques orgânicos muito frequente nos efluentes vinícolas. O processo mais usado actualmente para estes efluentes é o anaeróbio, que permite o tratamento de efluentes muito carregados sem necessitar de arejamento e com baixa produção de lamas, embora os reactores demorem muito tempo a entrarem em funcionamento estável. Em algumas situações pode ser vantajoso o uso da combinação dos dois processos. |
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| Autores principais: | Vieira, Richard Miguel Gonzalez |
| Assunto: | Efluentes vinícolas Tratamento anaeróbio Tratamento aeróbio |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A indústria vinícola é uma indústria de particular importância, devido às suas raízes culturais, à sua extensão geográfica no território nacional, e à sua dimensão sócioeconómica. Os principais objectivos foram caracterizar os efluentes gerados pela indústria vinícola, efectuar um levantamento da legislação e regulamentação que afecta a gestão destes efluentes, abordar os principais e mais utilizados processos de tratamentos aeróbios e anaeróbios, propondo linhas de tratamento para dois cenários apresentados. Foram abordados os seguintes assuntos: Contextualização histórica e cultural da produção de vinhos a nível nacional; Caracterização sócio-económica da indústria vinícola a nível nacional; Caracterização dos processos produtivos do vinho e dos resíduos líquidos associados a esta indústria; Descrição de diferentes linhas de tratamento destinados ao tipo de efluentes em causa; Estudo comparativo, indicando as diferentes vantagens e desvantagens das diversas linhas de tratamento, tendo em conta aspectos estudados anteriormente. Os tratamentos aeróbios e anaeróbios mostraram ser adequados para o tratamento destes efluentes. Os tratamentos aeróbios mostraram maiores eficiências de remoção orgânica e elevada resistência aos tóxicos presentes nestes efluentes, apesar de se mostrar mais dispendioso devido a elevada necessidade de oxigénio, enquanto os anaeróbios foram mais eficientes quando sujeitos a choques orgânicos muito frequente nos efluentes vinícolas. O processo mais usado actualmente para estes efluentes é o anaeróbio, que permite o tratamento de efluentes muito carregados sem necessitar de arejamento e com baixa produção de lamas, embora os reactores demorem muito tempo a entrarem em funcionamento estável. Em algumas situações pode ser vantajoso o uso da combinação dos dois processos. |
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