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Um Verão Quente no Diário de Notícias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 1975, no chamado Verão Quente, a sociedade portuguesa passava pelo Processo Revolucionário em Curso (PREC) marcado pela tentativa de controlo o poder, as pessoas, as empresas e as instituições pelas forças conservadoras da direita (Liliana Machado, 2010). Durante esse período, a imprensa é impactada, entre outros aspetos, pelo o saneamento de funcionários, imposição de alterações de dirigentes na administração e nas redações dos jornais e através da implementação de novas formas de submissão dos trabalhadores (Gomes, 2018). Portanto, depois de décadas de uma imprensa fortemente marcada pela censura segue-se um período de grande volume de acontecimentos resultado de uma sociedade em ebulição que envolveu civis, militares, políticos e também os profissionais dos vários meios de comunicação social. O jornal lisboeta Diário de Notícias foi um exemplo de como esse período de tensão teve influência no modo como a imprensa desenvolveu suas atividades. Bourdieu (1993:33) descreveu o jornalismo como um microcosmo dentro de um macrocosmo que obedece “its own laws, its own nomos”. Assim, com intenções de contribuir para um maior entendimento sobre a história do jornalismo em Portugal, este estudo, ainda em curso, propõe fazer uma profunda análise no Diário de Notícias durante o ano de 1975 e verificar como foi afetado pelos acontecimentos da época e como esse periódico e seus profissionais se adaptaram à nova realidade. A metodologia utilizada é uma análise quantitativa e qualitativa das edições do DN entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 1975 partir de consulta em arquivos. O objetivo é identificar e analisar todas as notícias que estejam ligadas ao Processo Revolucionário em Curso e que se refiram a jornais e a jornalistas portugueses.
Autores principais:Azevedo, Celiana
Assunto:Diário de Notícias História Jornalismo Verão Quente
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Em 1975, no chamado Verão Quente, a sociedade portuguesa passava pelo Processo Revolucionário em Curso (PREC) marcado pela tentativa de controlo o poder, as pessoas, as empresas e as instituições pelas forças conservadoras da direita (Liliana Machado, 2010). Durante esse período, a imprensa é impactada, entre outros aspetos, pelo o saneamento de funcionários, imposição de alterações de dirigentes na administração e nas redações dos jornais e através da implementação de novas formas de submissão dos trabalhadores (Gomes, 2018). Portanto, depois de décadas de uma imprensa fortemente marcada pela censura segue-se um período de grande volume de acontecimentos resultado de uma sociedade em ebulição que envolveu civis, militares, políticos e também os profissionais dos vários meios de comunicação social. O jornal lisboeta Diário de Notícias foi um exemplo de como esse período de tensão teve influência no modo como a imprensa desenvolveu suas atividades. Bourdieu (1993:33) descreveu o jornalismo como um microcosmo dentro de um macrocosmo que obedece “its own laws, its own nomos”. Assim, com intenções de contribuir para um maior entendimento sobre a história do jornalismo em Portugal, este estudo, ainda em curso, propõe fazer uma profunda análise no Diário de Notícias durante o ano de 1975 e verificar como foi afetado pelos acontecimentos da época e como esse periódico e seus profissionais se adaptaram à nova realidade. A metodologia utilizada é uma análise quantitativa e qualitativa das edições do DN entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 1975 partir de consulta em arquivos. O objetivo é identificar e analisar todas as notícias que estejam ligadas ao Processo Revolucionário em Curso e que se refiram a jornais e a jornalistas portugueses.