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Expor a História: O passado no presente. Paris New York (1977) e Monte Verità (1978)
| Summary: | A presente dissertação procura analisar, através do estudo das exposições “Paris-New York” (1977) e “Monte Verità” (1978), as motivações da reemergência da história no campo da curadoria no final da década de 1970. A primeira destas exposições, comissariada por Pontus Hultén para a inauguração do Centre Georges Pompidou traçava os intercâmbios culturais entre Paris e Nova Iorque, e a segunda, com curadoria de Harald Szeemann, apresentava uma história das ideias utópicas no local onde estas haviam sido exploradas: a região do Ticino (sul da Suíça). Estas mostras, centradas sensivelmente no mesmo período histórico, apresentavam diferentes abordagens sobre a História da Cultura do século XX. Dividido em três partes, este trabalho inicia-se com um olhar panorâmico sobre as transformações sociais e culturais que ocorreram na Europa e nos Estados Unidos entre 1957, ano aqui definido como início dos long sixties, e o final da década de 1970, momento em que estas exposições são apresentadas ao público. Deste período são eleitos alguns movimentos, problemáticas e acontecimentos que o caracterizam, e que servem igualmente para contextualizar o posicionamento e actuação dos respectivos curadores. A segunda parte centra-se nos percursos de Hultén e Szee mann, analisados em paralelo, detectando-se inovações, continuidades e rupturas entre as mostras em estudo e ideias e estratégias expositivas anteriores. A terceira, e última parte, é dedicada à análise crítica das exposições “Paris-New York” e “Monte Verità”, enquadrando-as nos respectivos projectos de museu – o Musée National d’Art Moderne du Centre Georges Pompidou e o contra-museu “Museum der Obsessionen”. Nesta são aprofundadas as estratégias expositivas, as formas de construção do discurso e suportes de comunicação adoptados, bem como as reacções do público e da crítica, culminando numa análise comparativa, que clarifica os contributos de ambas as mostras para uma visão mais alargada da história da arte e das ideias do século XX e para a prática curatorial contemporânea. |
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| Main Authors: | Teixeira, Mariana Ferreira Roquette |
| Subject: | Pontus Hultén Harald Szeemann Centre Pompidou Exposições históricas Modernismo História das ideias do séc. XX. Historical exhibitions Modernism History of ideas in 20th-century |
| Year: | 2018 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade Nova de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório Institucional da UNL |
| Summary: | A presente dissertação procura analisar, através do estudo das exposições “Paris-New York” (1977) e “Monte Verità” (1978), as motivações da reemergência da história no campo da curadoria no final da década de 1970. A primeira destas exposições, comissariada por Pontus Hultén para a inauguração do Centre Georges Pompidou traçava os intercâmbios culturais entre Paris e Nova Iorque, e a segunda, com curadoria de Harald Szeemann, apresentava uma história das ideias utópicas no local onde estas haviam sido exploradas: a região do Ticino (sul da Suíça). Estas mostras, centradas sensivelmente no mesmo período histórico, apresentavam diferentes abordagens sobre a História da Cultura do século XX. Dividido em três partes, este trabalho inicia-se com um olhar panorâmico sobre as transformações sociais e culturais que ocorreram na Europa e nos Estados Unidos entre 1957, ano aqui definido como início dos long sixties, e o final da década de 1970, momento em que estas exposições são apresentadas ao público. Deste período são eleitos alguns movimentos, problemáticas e acontecimentos que o caracterizam, e que servem igualmente para contextualizar o posicionamento e actuação dos respectivos curadores. A segunda parte centra-se nos percursos de Hultén e Szee mann, analisados em paralelo, detectando-se inovações, continuidades e rupturas entre as mostras em estudo e ideias e estratégias expositivas anteriores. A terceira, e última parte, é dedicada à análise crítica das exposições “Paris-New York” e “Monte Verità”, enquadrando-as nos respectivos projectos de museu – o Musée National d’Art Moderne du Centre Georges Pompidou e o contra-museu “Museum der Obsessionen”. Nesta são aprofundadas as estratégias expositivas, as formas de construção do discurso e suportes de comunicação adoptados, bem como as reacções do público e da crítica, culminando numa análise comparativa, que clarifica os contributos de ambas as mostras para uma visão mais alargada da história da arte e das ideias do século XX e para a prática curatorial contemporânea. |
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