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A conceção psicológica das personagens em cinema – O trabalho do ator, do realizador e a influência do espectador na narrativa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação tem como objetivo problematizar o processo de construção de personagens, focado essencialmente no trabalho do ator e nos seus desafios enquanto profissional. Tendo como base os trabalhos do ator e do realizador, pretendo compreender a importância do psicológico do ator na construção das suas personagens e de que forma, na atualidade, o lado mais psicológico do cinema (aquele que gera um conflito interno no espectador) tem importância comparado ao cinema que é de fácil leitura visual. Esta questão pode gerar vários debates pois atualmente o cinema não é o mesmo do passado. Ao longo da sua história, sofreu grandes alterações, principalmente a nível tecnológico, que alteraram a forma de criação e atuação. Para chegar a uma conclusão, irei procurar perceber de que modo se chega à verossimilhança da cena, que métodos existem, como devem ser utilizados e de que modo esta mesma verossimilhança afeta o espectador. Com o objetivo de introduzir o tema da personagem no teatro e na literatura como génese da arte cinematográfica, o meu foco estará em autores como Aristóteles, Christian Metz, Joseph Campbell e Christopher Vogler. De seguida, pretendo dar destaque à escola Russa, nomeadamente ao Sistema Stanislavski e às suas adaptações feitas por Vsevolod Meyerhold e Jerzy Grotowski. Lee Strasberg e o Actor’s Studios são também fontes com relevância nesta investigação. De forma a compreender a influência da montagem na criação do ator e da personagem, autores como Lev Kuleshov, Pudovkin, Sergei Eisenstein e Dziga Vertov são referenciais. Para além dos diversos filmes que são exemplificados ao longo desta investigação, em foco estarão duas obras do realizador Stanley Kubrick: “A Clockwork Orange” (1971) e “The Shining” (1980). O objetivo será entender de que forma o realizador construiu as personagens das duas obras e, sendo dois filmes com personagens psicologicamente agressivas, possessivas e que transmitem sensações de ansiedade e terror para o espectador, como foram feitas as construções das mesmas pelos atores e como a tecnologia e as estratégias de realização foram fundamentais para criar este efeito. Foi ainda realizada uma entrevista com um profissional do setor.
Autores principais:Gonçalves, Bernardo Ventura Nalha
Assunto:Personagem Ator Perspetiva Máscara Construção Estrutura Espectador Character Actor Perspective Mask Construction Structure Spectator
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente dissertação tem como objetivo problematizar o processo de construção de personagens, focado essencialmente no trabalho do ator e nos seus desafios enquanto profissional. Tendo como base os trabalhos do ator e do realizador, pretendo compreender a importância do psicológico do ator na construção das suas personagens e de que forma, na atualidade, o lado mais psicológico do cinema (aquele que gera um conflito interno no espectador) tem importância comparado ao cinema que é de fácil leitura visual. Esta questão pode gerar vários debates pois atualmente o cinema não é o mesmo do passado. Ao longo da sua história, sofreu grandes alterações, principalmente a nível tecnológico, que alteraram a forma de criação e atuação. Para chegar a uma conclusão, irei procurar perceber de que modo se chega à verossimilhança da cena, que métodos existem, como devem ser utilizados e de que modo esta mesma verossimilhança afeta o espectador. Com o objetivo de introduzir o tema da personagem no teatro e na literatura como génese da arte cinematográfica, o meu foco estará em autores como Aristóteles, Christian Metz, Joseph Campbell e Christopher Vogler. De seguida, pretendo dar destaque à escola Russa, nomeadamente ao Sistema Stanislavski e às suas adaptações feitas por Vsevolod Meyerhold e Jerzy Grotowski. Lee Strasberg e o Actor’s Studios são também fontes com relevância nesta investigação. De forma a compreender a influência da montagem na criação do ator e da personagem, autores como Lev Kuleshov, Pudovkin, Sergei Eisenstein e Dziga Vertov são referenciais. Para além dos diversos filmes que são exemplificados ao longo desta investigação, em foco estarão duas obras do realizador Stanley Kubrick: “A Clockwork Orange” (1971) e “The Shining” (1980). O objetivo será entender de que forma o realizador construiu as personagens das duas obras e, sendo dois filmes com personagens psicologicamente agressivas, possessivas e que transmitem sensações de ansiedade e terror para o espectador, como foram feitas as construções das mesmas pelos atores e como a tecnologia e as estratégias de realização foram fundamentais para criar este efeito. Foi ainda realizada uma entrevista com um profissional do setor.