Publicação
É possível conceber um futuro pós-neoliberal?
| Resumo: | Como é bem sabido, nos anos 30 do século XX, o pensamento capitalista começou a desenvolver novas possibilidades de resolver as “crises” intrínsecas ao seu sistema. Uma dessas possibilidades foi a neoliberal, hoje dominante. Trata-se de uma forma inédita de concentração do capital, cuja modalidade mais recente impôs a “austeridade” e a ideologia culpabilizante da “dívida” a partir de entidades superiores aos estados, para, basicamente, extorquir às populações os seus rendimentos, concentrando os benefícios numa minoria. Como imaginar uma solução para tão sistémico e globalizado problema? Não existe “uma” solução; essa inexistência é precisamente uma das características deste fenómeno: o fechamento do horizonte das alternativas. A “democracia” é hoje, onde é praticada, e basicamente, um modelo de gestão corrente, sobrevoado a um nível global por uma ideologia que é anti-comunitária. Mas existe ainda a possibilidade de pensar, de dialogar, e de criar momentos e ocasiões de contra-hegemonia, tentando recuperar a ideia do que seria uma sociedade voltada para o bem comum, em vez do lucro individual. |
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| Autores principais: | Jorge, Vítor Manuel de Oliveira |
| Assunto: | pensamento crítico neoliberalismo; pós-neoliberalismo |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Como é bem sabido, nos anos 30 do século XX, o pensamento capitalista começou a desenvolver novas possibilidades de resolver as “crises” intrínsecas ao seu sistema. Uma dessas possibilidades foi a neoliberal, hoje dominante. Trata-se de uma forma inédita de concentração do capital, cuja modalidade mais recente impôs a “austeridade” e a ideologia culpabilizante da “dívida” a partir de entidades superiores aos estados, para, basicamente, extorquir às populações os seus rendimentos, concentrando os benefícios numa minoria. Como imaginar uma solução para tão sistémico e globalizado problema? Não existe “uma” solução; essa inexistência é precisamente uma das características deste fenómeno: o fechamento do horizonte das alternativas. A “democracia” é hoje, onde é praticada, e basicamente, um modelo de gestão corrente, sobrevoado a um nível global por uma ideologia que é anti-comunitária. Mas existe ainda a possibilidade de pensar, de dialogar, e de criar momentos e ocasiões de contra-hegemonia, tentando recuperar a ideia do que seria uma sociedade voltada para o bem comum, em vez do lucro individual. |
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