Publicação
O Império Secreto no Jardim de Frances Hodgson Burnett: o Mapa da Cura
| Resumo: | Este trabalho consiste no estudo de uma obra clássica da literatura infantil, The Secret Garden, em busca das alusões e mensagens coloniais que esta esconde. Demonstrámos que o texto pode ser lido como “fiction of empire”, representando, contudo, uma subversão do género por ser uma criança do sexo feminino a desencadear múltiplas aventuras e a exploração dos três cenários da obra: o jardim secreto, os moors e Misselthwaite Manor. A Índia é objeto de crítica durante toda a narrativa. O romance espelha a visão negativa, de dúvidas e incertezas, quanto ao futuro dos ingleses na Índia, que, após 1910, vários autores começaram a demonstrar nas suas obras. A nossa leitura põe em evidência a relação adulto-criança, tão semelhante à relação colonizador-colonizado. Analisámos, essencialmente, o crescimento de uma jovem, que, apesar da ameaça dos adultos, consegue finalizar a sua viagem com sucesso e encontrar o(s) derradeiro(s) tesouro(s). |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Marisa Alexandra da Silva |
| Assunto: | Jardim inglês Literatura infantil Literatura pós-colonial Império britânico Índia children’s literature English garden Postcolonial literature British Empire |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Este trabalho consiste no estudo de uma obra clássica da literatura infantil, The Secret Garden, em busca das alusões e mensagens coloniais que esta esconde. Demonstrámos que o texto pode ser lido como “fiction of empire”, representando, contudo, uma subversão do género por ser uma criança do sexo feminino a desencadear múltiplas aventuras e a exploração dos três cenários da obra: o jardim secreto, os moors e Misselthwaite Manor. A Índia é objeto de crítica durante toda a narrativa. O romance espelha a visão negativa, de dúvidas e incertezas, quanto ao futuro dos ingleses na Índia, que, após 1910, vários autores começaram a demonstrar nas suas obras. A nossa leitura põe em evidência a relação adulto-criança, tão semelhante à relação colonizador-colonizado. Analisámos, essencialmente, o crescimento de uma jovem, que, apesar da ameaça dos adultos, consegue finalizar a sua viagem com sucesso e encontrar o(s) derradeiro(s) tesouro(s). |
|---|