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Mimesis e Alteridade na obra de Jean Painlevé

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Parte-se da obra de Jean Painlevé, mais especificamente do objecto (DVD) Science is Fiction: 23 Films of Jean Painlevé, na tentativa de distinguir o trabalho criativo da arte, da ciência e da filosofia; as disciplinas lutam entre si contra a Urdoxa de cada uma. Que o discurso científico possa interessar à arte não é surpreendente, trata-se de satisfazer a sede daqueles que procuram, para além do que é corrente, o que é vital. Não é com as mesmas ferramentas que arte e ciência procedem a essa busca, mas ao fazê-lo, partilham a mesma alma e estão expostas à mesma força. Introduz-se a discussão em torno da mimesis, para elucidar as relações entre realidade, pensamento e linguagem, que num limite constitui a expressão e o arquivo de uma herança filosófica. Posteriormente, reflecte-se sobre a dualidade homem/animal, e sobre a afinidade mimética como dimensão central que funda a possibilidade de emancipação na obra do filósofo. E propõe-se reforçar a dimensão mimética da constituição do anthropos, isto é, da participação das faculdades estéticas e práticas do sujeito nas relações de alteridade.
Autores principais:Guerra, Leonor Martinez de Castro
Assunto:Jean Painlevé Mimesis Alteridade Ciência Poética Realismo Representação
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Parte-se da obra de Jean Painlevé, mais especificamente do objecto (DVD) Science is Fiction: 23 Films of Jean Painlevé, na tentativa de distinguir o trabalho criativo da arte, da ciência e da filosofia; as disciplinas lutam entre si contra a Urdoxa de cada uma. Que o discurso científico possa interessar à arte não é surpreendente, trata-se de satisfazer a sede daqueles que procuram, para além do que é corrente, o que é vital. Não é com as mesmas ferramentas que arte e ciência procedem a essa busca, mas ao fazê-lo, partilham a mesma alma e estão expostas à mesma força. Introduz-se a discussão em torno da mimesis, para elucidar as relações entre realidade, pensamento e linguagem, que num limite constitui a expressão e o arquivo de uma herança filosófica. Posteriormente, reflecte-se sobre a dualidade homem/animal, e sobre a afinidade mimética como dimensão central que funda a possibilidade de emancipação na obra do filósofo. E propõe-se reforçar a dimensão mimética da constituição do anthropos, isto é, da participação das faculdades estéticas e práticas do sujeito nas relações de alteridade.