Publicação
Otimização da etapa de lavagem das fibras no processo de moagem húmida, por hidrólise enzimática
| Resumo: | O presente trabalho tem como objetivo aumentar a recuperação de proteína e amido do processo moagem de húmida, através da otimização da etapa de lavagem das fibras pela adição de uma hidrólise enzimática. O aumento da extração destes produtos teria um impacto significativo na rentabilidade do processo. Como tal, foi estudada a influência de diferentes complexos multienzimáticos na libertação do amido e proteína retido na suspensão. Ensaios laboratoriais, com um tempo de incubação de 3 horas e uma temperatura de 50ºC, permitiram um aumento da percentagem de amido separado e um aumento da percentagem de proteína separada da fibra com a mistura E3+E4. Estas enzimas catalisam a reação hidrólise da fibra, permitindo a extração do amido livre e ligado à parede celular que fica retido na fibra, aumentando a eficiência da etapa de lavagem. Foi ainda estudado qual a etapa do sistema de lavagens mais adequada para realizar a hidrólise enzimática. Um ensaio laboratorial com amostras de suspensão do processo permitiu concluir que é possível separar mais 1% de amido da fibra com o substrato/suspensão da 5ª lavagem (etapa meio/final do sistema) do que com o substrato suspensão 2ª lavagem (passo inicial). Outro objetivo deste trabalho é avaliar a influência/redução da humidade da fibra à saída da prensa, de uma hidrolise enzimática com E2, sem incubação, na etapa anterior. Assim, foi conduzido um ensaio industrial com a adição de 1,2L/h na sexta lavagem da fibra, tendo-se observado uma redução da humidade da suspensão. As enzimas vão reduzir a capacidade da fibra de reter água, aumentando a eficiência da etapa de desidratação. Uma suspensão menos húmida preciso de uma menor secagem, reduzindo os custos energéticos desta operação. |
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| Autores principais: | Ricardo, Magda Cristina Oliveira |
| Assunto: | Enzimas Recuperação Lavagem Desidratação Fibra Amido |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O presente trabalho tem como objetivo aumentar a recuperação de proteína e amido do processo moagem de húmida, através da otimização da etapa de lavagem das fibras pela adição de uma hidrólise enzimática. O aumento da extração destes produtos teria um impacto significativo na rentabilidade do processo. Como tal, foi estudada a influência de diferentes complexos multienzimáticos na libertação do amido e proteína retido na suspensão. Ensaios laboratoriais, com um tempo de incubação de 3 horas e uma temperatura de 50ºC, permitiram um aumento da percentagem de amido separado e um aumento da percentagem de proteína separada da fibra com a mistura E3+E4. Estas enzimas catalisam a reação hidrólise da fibra, permitindo a extração do amido livre e ligado à parede celular que fica retido na fibra, aumentando a eficiência da etapa de lavagem. Foi ainda estudado qual a etapa do sistema de lavagens mais adequada para realizar a hidrólise enzimática. Um ensaio laboratorial com amostras de suspensão do processo permitiu concluir que é possível separar mais 1% de amido da fibra com o substrato/suspensão da 5ª lavagem (etapa meio/final do sistema) do que com o substrato suspensão 2ª lavagem (passo inicial). Outro objetivo deste trabalho é avaliar a influência/redução da humidade da fibra à saída da prensa, de uma hidrolise enzimática com E2, sem incubação, na etapa anterior. Assim, foi conduzido um ensaio industrial com a adição de 1,2L/h na sexta lavagem da fibra, tendo-se observado uma redução da humidade da suspensão. As enzimas vão reduzir a capacidade da fibra de reter água, aumentando a eficiência da etapa de desidratação. Uma suspensão menos húmida preciso de uma menor secagem, reduzindo os custos energéticos desta operação. |
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