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Spartacus em Portugal: Análise das Traduções Interlinguística e Intersemiótica de 1961

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Resumo:Inserindo-se, de uma forma geral, no âmbito da complexa e aliciante problemática respeitante às relações entre Censura e Tradução, a presente dissertação de mestrado tem como objectivo primordial analisar as traduções portuguesas do romance Spartacus, de Howard Fast, atribuindo particular ênfase às traduções interlinguística e intersemiótica de 1961. Deste modo, conferir-se-á especial atenção ao texto literário, à respectiva adaptação fílmica e, no âmbito desta última, à problemática da legendagem. Uma vez que ambas a traduções foram realizadas durante o período do Estado Novo, pretende-se identificar todos os passos inerentes ao processo de censura de uma obra literária e fílmica durante o regime salazarista, detectando, simultaneamente, os temas considerados impróprios pelo Regime, as formas de actuação dos serviços de censura e, ainda, as estratégias (não raro de autocensura) levadas a cabo pelos tradutores. A Censura exercida em torno da obra Spartacus constitui um caso paradigmático das restrições a que a sociedade e a cultura portuguesas estavam sujeitas, nomeadamente face a temáticas que pudessem, de algum modo, colocar em causa o Regime em vigor. Com base no levantamento e posterior análise dos excertos eliminados, cortados ou manipulados, tentar-se-á avaliar a forma como a Censura imposta tanto à tradução do romance como à respectiva adaptação cinematográfica não só afectou o estatuto do texto de partida, mas também condicionou a recepção da obra (literária e fílmica) no sistema cultural de chegada. Por último, apresentar-se-á uma proposta de tradução dos referidos excertos, uma vez que não existe, até hoje, uma tradução integral, em português, do romance de Howard Fast.
Autores principais:Salvador, Ana Raquel Pereira
Assunto:Estudos de Tradução Censura Tradução Audiovisual Legendagem Tradução Literária
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Inserindo-se, de uma forma geral, no âmbito da complexa e aliciante problemática respeitante às relações entre Censura e Tradução, a presente dissertação de mestrado tem como objectivo primordial analisar as traduções portuguesas do romance Spartacus, de Howard Fast, atribuindo particular ênfase às traduções interlinguística e intersemiótica de 1961. Deste modo, conferir-se-á especial atenção ao texto literário, à respectiva adaptação fílmica e, no âmbito desta última, à problemática da legendagem. Uma vez que ambas a traduções foram realizadas durante o período do Estado Novo, pretende-se identificar todos os passos inerentes ao processo de censura de uma obra literária e fílmica durante o regime salazarista, detectando, simultaneamente, os temas considerados impróprios pelo Regime, as formas de actuação dos serviços de censura e, ainda, as estratégias (não raro de autocensura) levadas a cabo pelos tradutores. A Censura exercida em torno da obra Spartacus constitui um caso paradigmático das restrições a que a sociedade e a cultura portuguesas estavam sujeitas, nomeadamente face a temáticas que pudessem, de algum modo, colocar em causa o Regime em vigor. Com base no levantamento e posterior análise dos excertos eliminados, cortados ou manipulados, tentar-se-á avaliar a forma como a Censura imposta tanto à tradução do romance como à respectiva adaptação cinematográfica não só afectou o estatuto do texto de partida, mas também condicionou a recepção da obra (literária e fílmica) no sistema cultural de chegada. Por último, apresentar-se-á uma proposta de tradução dos referidos excertos, uma vez que não existe, até hoje, uma tradução integral, em português, do romance de Howard Fast.