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Retraimento ou acomodação?
| Resumo: | A comunidade epistémica das relações internacionais tem vindo a afirmar, quase de uma forma unânime, que Barack Obama escolheu a estratégia de retraimento para fazer face ao declínio norte-americano. Este artigo questiona esta leitura, argumentando que a herança de Obama relativamente à ordem internacional é ambígua. Tanto pode ser uma estratégia de retraimento como de acomodação. Ambas são muito semelhantes nos meios, mas muito diferentes nas finalidades, uma vez que a primeira procura um ressurgimento americano no sistema internacional (preferencialmente como única grande potência) e a segunda implica que a Administração aceitou o declínio como inevitável e prepara-se para negociar com as potências emergentes uma forma de partilha de poder que lhe seja vantajosa. Concluiremos que é muito cedo para saber como é que o posicionamento americano vai evoluir, mas deixamos uma análise das diferentes estratégias e desejáveis consequências. |
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| Autores principais: | Soller, Diana |
| Assunto: | Retraimento Acomodação Barack Obama Potências emergentes Estratégia |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A comunidade epistémica das relações internacionais tem vindo a afirmar, quase de uma forma unânime, que Barack Obama escolheu a estratégia de retraimento para fazer face ao declínio norte-americano. Este artigo questiona esta leitura, argumentando que a herança de Obama relativamente à ordem internacional é ambígua. Tanto pode ser uma estratégia de retraimento como de acomodação. Ambas são muito semelhantes nos meios, mas muito diferentes nas finalidades, uma vez que a primeira procura um ressurgimento americano no sistema internacional (preferencialmente como única grande potência) e a segunda implica que a Administração aceitou o declínio como inevitável e prepara-se para negociar com as potências emergentes uma forma de partilha de poder que lhe seja vantajosa. Concluiremos que é muito cedo para saber como é que o posicionamento americano vai evoluir, mas deixamos uma análise das diferentes estratégias e desejáveis consequências. |
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