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Plantas medicinais da Guiné-Bissau: estudo da sua atividade biológica e caracterização química

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Resumo:As plantas têm sido utilizadas há vários milénios como fármacos. Atualmente, a pesquisa de fármacos a partir de plantas medicinais envolve uma abordagem multifacetada, que combina técnicas botânicas, fitoquímicas, biológicas e moleculares, tendo em vista o desenvolvimento de novos fármacos contra doenças neoplásicas, doenças infeciosas e parasitárias. Neste projeto foram testadas 21 plantas oriundas da Guiné-Bissau, com o objetivo de identificar atividade antibacteriana, antiparasitária e quimiopreventiva. Foram utilizados três solventes de extração para as 21 amostras de plantas: o metanol, o clorofórmio e o etil acetato. Os extratos de plantas foram testados para os microrganismos Echerichia coli, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Pseudomonas aeruginosa e Toxoplasma gondii, de forma a determinar a existência de atividade antibacteriana e antiparasitária. Os extratos também foram testados sobre células Vero, 3T3, HeLa e Hep2, de modo a determinar a sua atividade citotóxica. A capacidade antioxidante e conteúdo em polifenóis dos extratos também foram estudados. Os resultados obtidos demonstraram que algumas plantas possuem atividade antibacteriana contra os microorganismos estudados, nomeadamente os extratos de Margaritaria discoidea, Psychotrya peduncularis, Combretum micratum e Ocimum basilicum. Os extratos de Ocimum gratissimum e Combretum micratum demonstraram atividade anti-T. gondii. Foram obtidos bons resultados quanto à atividade antioxidante destas plantas, mas estas mostraram-se relativamente tóxicas, para as concentrações estudadas, quando em contato com as células animais estudadas. Estes resultados evidenciam que as Margaritaria discoidea, Psychotrya peduncularis, Combretum micratum, Ocimum gratissimum e Ocimum basilicum apresentam potencial quanto ao desenvolvimento de fármacos, a partir dos seus extratos, com propriedades antibacteriana e antiparasitárias.
Autores principais:SILVA, Liliana Catarina Nunes e
Assunto:Saúde pública Botânica Plantas medicinais Doenças infecciosas Doenças parasitárias Guiné-Bissau
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:As plantas têm sido utilizadas há vários milénios como fármacos. Atualmente, a pesquisa de fármacos a partir de plantas medicinais envolve uma abordagem multifacetada, que combina técnicas botânicas, fitoquímicas, biológicas e moleculares, tendo em vista o desenvolvimento de novos fármacos contra doenças neoplásicas, doenças infeciosas e parasitárias. Neste projeto foram testadas 21 plantas oriundas da Guiné-Bissau, com o objetivo de identificar atividade antibacteriana, antiparasitária e quimiopreventiva. Foram utilizados três solventes de extração para as 21 amostras de plantas: o metanol, o clorofórmio e o etil acetato. Os extratos de plantas foram testados para os microrganismos Echerichia coli, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Pseudomonas aeruginosa e Toxoplasma gondii, de forma a determinar a existência de atividade antibacteriana e antiparasitária. Os extratos também foram testados sobre células Vero, 3T3, HeLa e Hep2, de modo a determinar a sua atividade citotóxica. A capacidade antioxidante e conteúdo em polifenóis dos extratos também foram estudados. Os resultados obtidos demonstraram que algumas plantas possuem atividade antibacteriana contra os microorganismos estudados, nomeadamente os extratos de Margaritaria discoidea, Psychotrya peduncularis, Combretum micratum e Ocimum basilicum. Os extratos de Ocimum gratissimum e Combretum micratum demonstraram atividade anti-T. gondii. Foram obtidos bons resultados quanto à atividade antioxidante destas plantas, mas estas mostraram-se relativamente tóxicas, para as concentrações estudadas, quando em contato com as células animais estudadas. Estes resultados evidenciam que as Margaritaria discoidea, Psychotrya peduncularis, Combretum micratum, Ocimum gratissimum e Ocimum basilicum apresentam potencial quanto ao desenvolvimento de fármacos, a partir dos seus extratos, com propriedades antibacteriana e antiparasitárias.