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Climate-related financial risks as a threat to financial stability

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Resumo:O conceito de ‘Finanças Verdes’ surgiu como uma resposta à necessidade de compatibilizar a economia global com os esforços para combater as alterações climáticas e assim, prosseguir um desenvolvimento ambientalmente sustentável. Para o sistema financeiro, esta abordagem implica tratar dos riscos financeiros relacionados com o clima, que resultam dos impactos adversos das alterações climáticas, assim como das externalidades negativas decorrentes da transição para uma economia neutra na emissão de carbono. No entanto, os bancos centrais e os quadros regulamentares existentes negligenciaram até então estas fontes de risco, resultando numa ausência de informação financeira e nãofinanceira relativa à exposição dos bancos a riscos climáticos e numa potencial falta de credibilidade em produtos financeiros verdes e sustentáveis. Esta pesquisa visa definir, caracterizar e analisar os riscos financeiros relacionados com o clima no sector bancário, incluindo os desafios de adaptação das carteiras de empréstimos aos fatores de transmissão micro e macroeconómicos de riscos físicos e transitórios. Em particular, centra-se no papel da regulação e supervisão financeira, bem como dos bancos centrais no panorama internacional e, em particular, da União Europeia, a fim de assegurar um sistema financeiro sólido e estável face aos crescentes impactos adversos das alterações climáticas, nomeadamente na transformação dos fundamentos económicos e na mudança das preferências dos consumidores em direção a uma economia sustentável. Esse papel poderá implicar um alargamento dos mandatos dos supervisores financeiros e dos bancos centrais a fim de considerarem fatores de sustentabilidade nas suas tomadas de decisão. Seguindo uma abordagem tradicional baseada no risco, analisam-se os principais instrumentos micro e macroprudenciais à luz dos três pilares dos Acordos de Basileia, bem como possíveis alterações à política monetária e aos seus instrumentos financeiros tradicionais.
Autores principais:Mariano, Ana Carolina Andrade
Assunto:Climate risk Banking system Climate financial policy Financial regulation Financial Supervision Microprudential regulation Macroprudential regulation Differentiated capital requirements climate disclosure requirements Climate due diligence Central Banking Monetary Policy Risco climático Sistema bancário Política financeira climática Regulação financeira Supervisão financeira Regras prudenciais Regulação macroprudencial Requisitos de capital diferenciados Requisitos de divulgação de informação climática; Dever de identificação e diligência climática Banco central Política monetária
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O conceito de ‘Finanças Verdes’ surgiu como uma resposta à necessidade de compatibilizar a economia global com os esforços para combater as alterações climáticas e assim, prosseguir um desenvolvimento ambientalmente sustentável. Para o sistema financeiro, esta abordagem implica tratar dos riscos financeiros relacionados com o clima, que resultam dos impactos adversos das alterações climáticas, assim como das externalidades negativas decorrentes da transição para uma economia neutra na emissão de carbono. No entanto, os bancos centrais e os quadros regulamentares existentes negligenciaram até então estas fontes de risco, resultando numa ausência de informação financeira e nãofinanceira relativa à exposição dos bancos a riscos climáticos e numa potencial falta de credibilidade em produtos financeiros verdes e sustentáveis. Esta pesquisa visa definir, caracterizar e analisar os riscos financeiros relacionados com o clima no sector bancário, incluindo os desafios de adaptação das carteiras de empréstimos aos fatores de transmissão micro e macroeconómicos de riscos físicos e transitórios. Em particular, centra-se no papel da regulação e supervisão financeira, bem como dos bancos centrais no panorama internacional e, em particular, da União Europeia, a fim de assegurar um sistema financeiro sólido e estável face aos crescentes impactos adversos das alterações climáticas, nomeadamente na transformação dos fundamentos económicos e na mudança das preferências dos consumidores em direção a uma economia sustentável. Esse papel poderá implicar um alargamento dos mandatos dos supervisores financeiros e dos bancos centrais a fim de considerarem fatores de sustentabilidade nas suas tomadas de decisão. Seguindo uma abordagem tradicional baseada no risco, analisam-se os principais instrumentos micro e macroprudenciais à luz dos três pilares dos Acordos de Basileia, bem como possíveis alterações à política monetária e aos seus instrumentos financeiros tradicionais.