Publicação
Parasitoses intestinais numa população de idade pediátrica do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE.
| Resumo: | A melhoria significativa da qualidade de vida da população incluindo as suas condições higiénico-sanitárias, bem como anos de desparasitação de rotina com anti-helmínticos, conduziram a uma diminuição significativa das parasitoses intestinais em Portugal. Este estudo teve como objetivo principal determinar a frequência de parasitas intestinais e efetuar a caracterização clínica, epidemiológica e sociodemográfica em crianças/jovens dos 0 aos 18 anos assistidas no Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE, com indicação clínica para a realização de um exame parasitológico de fezes. Este trabalho pretende contribuir para esclarecer a relevância atual dos parasitas intestinais como agentes etiológicos de infeções entéricas e a pertinência do seu diagnóstico laboratorial em crianças com sintomatologia e/ou contexto epidemiológico relevante. Foi efetuado um estudo observacional, descritivo, entre março e julho de 2015. Um total de 65 crianças/jovens participaram no estudo tendo sido recolhida informação sociodemográfica, epidemiológica e clínica através da aplicação de um questionário aos responsáveis legais. Procedeu-se ao diagnóstico laboratorial das infeções por parasitas intestinais, através da execução de diferentes técnicas de exame das amostras fecais. Nas crianças nas quais se detetaram parasitas intestinais patogénicos, foi aplicado um questionário clínico, e realizado diagnóstico laboratorial das infeções por parasitas intestinais em elementos dos seus agregados familiares. Identificaram-se parasitas intestinais patogénicos em 9,2%, (6) das 65 crianças: 6,2% (4) com Giardia duodenalis, 1,5% (1) com Hymenolepis nana e 1,5% (1) com Ascaris lumbricoides. O sintoma mais frequentemente relatado nas crianças infetadas foi a dor abdominal 83,3% (5/6). A criança infetada com A. lumbricoides tinha viajado para São Tomé e Príncipe e uma das crianças com giardíase para a Guiné-Conacri. Foi ainda diagnosticada a infeção por G. duodenalis e por A. lumbricoides em dois elementos distintos do agregado familiar de uma das crianças com giardíase. Os resultados do presente estudo realçam a importância atual de se considerarem as infeções por parasitas intestinais no diagnóstico diferencial em crianças com sintomatologia gastrointestinal e/ou história epidemiológica relevante. |
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| Autores principais: | ROCHA, Eveline da Luz Rendall |
| Assunto: | Saúde pública Parasitologia médica Epidemiologia médica Parasitas intestinais Inspeção sanitária Diagnóstico |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A melhoria significativa da qualidade de vida da população incluindo as suas condições higiénico-sanitárias, bem como anos de desparasitação de rotina com anti-helmínticos, conduziram a uma diminuição significativa das parasitoses intestinais em Portugal. Este estudo teve como objetivo principal determinar a frequência de parasitas intestinais e efetuar a caracterização clínica, epidemiológica e sociodemográfica em crianças/jovens dos 0 aos 18 anos assistidas no Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE, com indicação clínica para a realização de um exame parasitológico de fezes. Este trabalho pretende contribuir para esclarecer a relevância atual dos parasitas intestinais como agentes etiológicos de infeções entéricas e a pertinência do seu diagnóstico laboratorial em crianças com sintomatologia e/ou contexto epidemiológico relevante. Foi efetuado um estudo observacional, descritivo, entre março e julho de 2015. Um total de 65 crianças/jovens participaram no estudo tendo sido recolhida informação sociodemográfica, epidemiológica e clínica através da aplicação de um questionário aos responsáveis legais. Procedeu-se ao diagnóstico laboratorial das infeções por parasitas intestinais, através da execução de diferentes técnicas de exame das amostras fecais. Nas crianças nas quais se detetaram parasitas intestinais patogénicos, foi aplicado um questionário clínico, e realizado diagnóstico laboratorial das infeções por parasitas intestinais em elementos dos seus agregados familiares. Identificaram-se parasitas intestinais patogénicos em 9,2%, (6) das 65 crianças: 6,2% (4) com Giardia duodenalis, 1,5% (1) com Hymenolepis nana e 1,5% (1) com Ascaris lumbricoides. O sintoma mais frequentemente relatado nas crianças infetadas foi a dor abdominal 83,3% (5/6). A criança infetada com A. lumbricoides tinha viajado para São Tomé e Príncipe e uma das crianças com giardíase para a Guiné-Conacri. Foi ainda diagnosticada a infeção por G. duodenalis e por A. lumbricoides em dois elementos distintos do agregado familiar de uma das crianças com giardíase. Os resultados do presente estudo realçam a importância atual de se considerarem as infeções por parasitas intestinais no diagnóstico diferencial em crianças com sintomatologia gastrointestinal e/ou história epidemiológica relevante. |
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