Publicação
Construção de um modelo geológico conceptual de contaminação e de risco em maciços rochosos fraturados
| Resumo: | A contaminação em solos numa área urbano-industrial pode representar um risco ele- vado para a população residente, nomeadamente por hidrocarbonetos que se encontram so- brenadantes no nível freático, ou seja, contaminantes do tipo LNAPL. Uma das complexidades do caso de estudo tratado nesta dissertação reside no facto de se tratar de um maciço rochoso, o que torna a abordagem diferente da utilizada no caso de se tratar de um maciço terroso. Outro fator desafiante prende-se com a questão de o local estu- dado se situar numa unidade geológica que constitui um complexo formado por vários tipos de materiais rochosos, variando entre produtos piroclásticos e escoadas lávicas - o Complexo Vulcânico de Lisboa (CVL). Consequentemente, o comportamento hidrogeológico em cada um destes tipos de rocha vai variar e a forma como a contaminação irá evoluir também. Os trabalhos efetuados no con- texto de estágio levaram a um conhecimento geral da formação presente na área de estudo e serviram como ponto de partida para a próxima etapa. Por meio de trabalhos de campo e de laboratório com o objetivo de caracterizar o maciço aflorante na região próxima da área de estudo, associaram-se as propriedades da rocha observada in situ, com a formação existente na área de estudo. Com os parâmetros definidos de cada nível desta unidade, elaborou-se um modelo geológico conceptual representativo da área de estudo com vista a simplificar a com- preensão do comportamento do contaminante, dependendo de qual material rochoso do CVL a contaminação interseta. Concluiu-se que o CVL se divide em dois tipos de meios onde há percolação da água subterrânea: um meio de porosidade dupla (constituído pelos piroclastos consolidados e bre- chas vulcânicas) e um meio puramente fraturado (constituído pelo basalto). Neste, a contami- nação terá tendência a se dispersar de forma heterogénea devido às fraturas que o constituem, enquanto, no nível dos piroclastos ou das brechas, tenderá a evoluir de forma mais homogé- nea, ainda que com alguma anisotropia. |
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| Autores principais: | Faleiro, Margarida Simões |
| Assunto: | Maciço Rochoso Fraturado CVL Contaminação LNAPL Modelo Geológico |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A contaminação em solos numa área urbano-industrial pode representar um risco ele- vado para a população residente, nomeadamente por hidrocarbonetos que se encontram so- brenadantes no nível freático, ou seja, contaminantes do tipo LNAPL. Uma das complexidades do caso de estudo tratado nesta dissertação reside no facto de se tratar de um maciço rochoso, o que torna a abordagem diferente da utilizada no caso de se tratar de um maciço terroso. Outro fator desafiante prende-se com a questão de o local estu- dado se situar numa unidade geológica que constitui um complexo formado por vários tipos de materiais rochosos, variando entre produtos piroclásticos e escoadas lávicas - o Complexo Vulcânico de Lisboa (CVL). Consequentemente, o comportamento hidrogeológico em cada um destes tipos de rocha vai variar e a forma como a contaminação irá evoluir também. Os trabalhos efetuados no con- texto de estágio levaram a um conhecimento geral da formação presente na área de estudo e serviram como ponto de partida para a próxima etapa. Por meio de trabalhos de campo e de laboratório com o objetivo de caracterizar o maciço aflorante na região próxima da área de estudo, associaram-se as propriedades da rocha observada in situ, com a formação existente na área de estudo. Com os parâmetros definidos de cada nível desta unidade, elaborou-se um modelo geológico conceptual representativo da área de estudo com vista a simplificar a com- preensão do comportamento do contaminante, dependendo de qual material rochoso do CVL a contaminação interseta. Concluiu-se que o CVL se divide em dois tipos de meios onde há percolação da água subterrânea: um meio de porosidade dupla (constituído pelos piroclastos consolidados e bre- chas vulcânicas) e um meio puramente fraturado (constituído pelo basalto). Neste, a contami- nação terá tendência a se dispersar de forma heterogénea devido às fraturas que o constituem, enquanto, no nível dos piroclastos ou das brechas, tenderá a evoluir de forma mais homogé- nea, ainda que com alguma anisotropia. |
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