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Inclusão Social através da Comunicação Intergeracional de Ciência – Uma Análise Exploratória

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Resumo:A compreensão pública da ciência e a comunicação de ciência assumem a sua relevância na problemática da inclusão social na medida em que permitem o desenvolvimento de competências importantes no contexto societal atual. Nesse sentido, propomos a criação de programas que objetivem o desenvolvimento dessas competências junto de jovens vulneráveis ao risco de exclusão. Situações de aprendizagem informal são, adicionalmente, locais privilegiados ao encontro de grupos sociais diversos e à criação de laços comunitários. Neste âmbito, considerámos a população sénior, pois argumentamos a favor da prática intergeracional como mecanismo desbloqueador do desenvolvimento de competências que facilitam a aquisição de conhecimento, valores e atitudes fundamentais ao exercício de uma cidadania plena numa sociedade de conhecimento. Uma vez que esta conjunção da prática intergeracional com a comunicação de ciência é pouco explorada na literatura disponível, procurámos responder à questão de como organizar um projeto intergeracional de ciência, através de entrevistas às equipas de projetos que se posicionem como intergeracionais; de comunicação de ciência para séniores; de intervenção comunitária baseada na formação; e projetos intergeracionais de ciência. Realizámos questionários aos participantes: dos 13 projetos analisados, apenas dois apresentaram uma amostra substancial. Nesta análise, propusemos identificar características e práticas comuns, de forma a inferir aspetos que determinem o sucesso de um programa intergeracional de ciência (PIC), e propor um quadro teórico que organize essas características e fundamente a nossa avaliação ao programa. A nossa análise devolveu informação relativa a categorias que chamámos Organização, Implementação e Avaliação, englobando temas que vão da definição de objetivos até à replicabilidade dos projetos em diferentes contextos. Finalmente, numa ótica de caso de estudo, realizámos três atividades de ciência (uma sessão de preparação, outra destinada só a jovens, e uma terceira intergeracional) com os jovens do Centro de Artes e Formação (CAF) do Lumiar, no sentido de aplicar algumas das nossas aprendizagens e ajustar o projeto. Nesta fase, pudemos verificar a relevância de alguns dos fatores de sucesso identificados anteriormente. Este trabalho permite-nos, em última instância, propor um plano de intervenção, bem como identificar questões que devemos explorar em estudos futuros.
Autores principais:António, Daniela Maria Cardoso da Silva
Assunto:Comunicação de ciência Prática intergeracional Intervenção social Inclusão social Compreensão pública de ciência Sociedade de conhecimento
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A compreensão pública da ciência e a comunicação de ciência assumem a sua relevância na problemática da inclusão social na medida em que permitem o desenvolvimento de competências importantes no contexto societal atual. Nesse sentido, propomos a criação de programas que objetivem o desenvolvimento dessas competências junto de jovens vulneráveis ao risco de exclusão. Situações de aprendizagem informal são, adicionalmente, locais privilegiados ao encontro de grupos sociais diversos e à criação de laços comunitários. Neste âmbito, considerámos a população sénior, pois argumentamos a favor da prática intergeracional como mecanismo desbloqueador do desenvolvimento de competências que facilitam a aquisição de conhecimento, valores e atitudes fundamentais ao exercício de uma cidadania plena numa sociedade de conhecimento. Uma vez que esta conjunção da prática intergeracional com a comunicação de ciência é pouco explorada na literatura disponível, procurámos responder à questão de como organizar um projeto intergeracional de ciência, através de entrevistas às equipas de projetos que se posicionem como intergeracionais; de comunicação de ciência para séniores; de intervenção comunitária baseada na formação; e projetos intergeracionais de ciência. Realizámos questionários aos participantes: dos 13 projetos analisados, apenas dois apresentaram uma amostra substancial. Nesta análise, propusemos identificar características e práticas comuns, de forma a inferir aspetos que determinem o sucesso de um programa intergeracional de ciência (PIC), e propor um quadro teórico que organize essas características e fundamente a nossa avaliação ao programa. A nossa análise devolveu informação relativa a categorias que chamámos Organização, Implementação e Avaliação, englobando temas que vão da definição de objetivos até à replicabilidade dos projetos em diferentes contextos. Finalmente, numa ótica de caso de estudo, realizámos três atividades de ciência (uma sessão de preparação, outra destinada só a jovens, e uma terceira intergeracional) com os jovens do Centro de Artes e Formação (CAF) do Lumiar, no sentido de aplicar algumas das nossas aprendizagens e ajustar o projeto. Nesta fase, pudemos verificar a relevância de alguns dos fatores de sucesso identificados anteriormente. Este trabalho permite-nos, em última instância, propor um plano de intervenção, bem como identificar questões que devemos explorar em estudos futuros.