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A crise migratória de 2015 e a securitização das migrações irregulares na União Europeia

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Resumo:Nas décadas recentes, a natureza dos fluxos migratórios tem vindo a alterar-se, acompanhando as alterações económicas, sociais, culturais, políticas e climáticas que ocorrem a nível regional e internacional. O aumento dos fluxos migratórios em direção à União Europeia entre, sensivelmente, 2014 e 2016 teve como principais elementos espoletantes vários conflitos no Médio Oriente, nomeadamente a guerra civil síria. Com cerca de 1,3 milhões de pedidos de asilo registados na União em 2015, a dimensão dos fluxos com destino ao espaço europeu representou um grande desafio geopolítico para os dirigentes da UE e dos seus Estados-membros, contribuindo para alterar a perceção securitária das migrações irregulares. Assim, a presente dissertação ambiciona entender de que modo a crise migratória com pico em 2015 influenciou a tendência de securitização das migrações irregulares na União Europeia. Amplamente trabalhada desde 2015, a crise migratória tem vindo a ser analisada maioritariamente no que toca à sua posterioridade. Esta dissertação almeja, ao invés, observar os momentos antes e depois da crise migratória, compreendendo o período de 2010 a 2020. Através de uma análise temática de documentos anteriores e posteriores à crise, aferir-se-á de que modo esta afetou a securitização das migrações irregulares na União Europeia e em quatro dos seus Estados-membros – a Alemanha, a Dinamarca, a Espanha e a Hungria. Concluir-se-á que a crise migratória contribuiu para uma densificação da securitização das migrações irregulares quer na União Europeia, quer nos Estados-membros selecionados. O período de grande aumento dos fluxos migratórios em direção ao espaço da União Europeia conduziu, de modo geral, a um tratamento securitário acrescido dos fluxos em questão, com maior expressão nos Estados-membros.
Autores principais:Lopes, Joana Margarida dos Santos
Assunto:União Europeia Migração Crise migratória Migrações Segurança Securitização Migration Migration crisis Security Securitization European Union
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Nas décadas recentes, a natureza dos fluxos migratórios tem vindo a alterar-se, acompanhando as alterações económicas, sociais, culturais, políticas e climáticas que ocorrem a nível regional e internacional. O aumento dos fluxos migratórios em direção à União Europeia entre, sensivelmente, 2014 e 2016 teve como principais elementos espoletantes vários conflitos no Médio Oriente, nomeadamente a guerra civil síria. Com cerca de 1,3 milhões de pedidos de asilo registados na União em 2015, a dimensão dos fluxos com destino ao espaço europeu representou um grande desafio geopolítico para os dirigentes da UE e dos seus Estados-membros, contribuindo para alterar a perceção securitária das migrações irregulares. Assim, a presente dissertação ambiciona entender de que modo a crise migratória com pico em 2015 influenciou a tendência de securitização das migrações irregulares na União Europeia. Amplamente trabalhada desde 2015, a crise migratória tem vindo a ser analisada maioritariamente no que toca à sua posterioridade. Esta dissertação almeja, ao invés, observar os momentos antes e depois da crise migratória, compreendendo o período de 2010 a 2020. Através de uma análise temática de documentos anteriores e posteriores à crise, aferir-se-á de que modo esta afetou a securitização das migrações irregulares na União Europeia e em quatro dos seus Estados-membros – a Alemanha, a Dinamarca, a Espanha e a Hungria. Concluir-se-á que a crise migratória contribuiu para uma densificação da securitização das migrações irregulares quer na União Europeia, quer nos Estados-membros selecionados. O período de grande aumento dos fluxos migratórios em direção ao espaço da União Europeia conduziu, de modo geral, a um tratamento securitário acrescido dos fluxos em questão, com maior expressão nos Estados-membros.