Publicação
O Neoconservadorismo e a Política Externa dos Estados Unidos da América
| Resumo: | Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 proporcionaram uma mudança no panorama das Relações Internacionais ao trazer ao centro do debate novamente um pensamento sobre política externa que na visão de muitos estava adormecido desde o encerramento da Guerra Fria: o neoconservadorismo. A administração de Ronald Reagan foi considerada como um período de aplicação dos métodos desta doutrina, mesmo quando tal ainda não havia sido reconhecida e, portanto, desde o fim das tensões entre Estados Unidos e União Soviética, com êxito dos norte-americanos, pensava-se que estava decretado o seu fim. Contudo, os ataques às torres do World Trade Center e ao Pentágono comprovaram o equívoco que era a constatação de que o neoconservadorismo havia exaurido sua presença na política externa norte-americana, vide a administração de George W. Bush que utilizou dos seus conceitos na “Guerra ao Terror”. Neste sentido, o neoconservadorismo é uma escola de política externa tipicamente norte-americana, de relevância político-intelectual para a atuação dos EUA no cenário internacional, que fez uso da “americanidade” em momentos históricos desta nação. Baseada nos princípios da democracia, nacionalismo, poder militar e liberalismo económico, a escola neoconservadora foi de grande importância na elaboração da grande estratégia hegemónica, conceito que define a tática elaborada para alcance e manutenção da posição de superioridade norte-americana no sistema internacional e, portanto, ao contrário dos que anunciam o seu fim, ainda faz-se bem presente na conjuntura política dos EUA. |
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| Autores principais: | Cerqueira, Marco Aurélio Ferreira Victorino |
| Assunto: | Neoconservadorismo Democracia Poder Militar Hegemonia Política Externa Neoconservatism Democracy Military Power Excepcionalism Hegemony Foreign Policy Americanism |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 proporcionaram uma mudança no panorama das Relações Internacionais ao trazer ao centro do debate novamente um pensamento sobre política externa que na visão de muitos estava adormecido desde o encerramento da Guerra Fria: o neoconservadorismo. A administração de Ronald Reagan foi considerada como um período de aplicação dos métodos desta doutrina, mesmo quando tal ainda não havia sido reconhecida e, portanto, desde o fim das tensões entre Estados Unidos e União Soviética, com êxito dos norte-americanos, pensava-se que estava decretado o seu fim. Contudo, os ataques às torres do World Trade Center e ao Pentágono comprovaram o equívoco que era a constatação de que o neoconservadorismo havia exaurido sua presença na política externa norte-americana, vide a administração de George W. Bush que utilizou dos seus conceitos na “Guerra ao Terror”. Neste sentido, o neoconservadorismo é uma escola de política externa tipicamente norte-americana, de relevância político-intelectual para a atuação dos EUA no cenário internacional, que fez uso da “americanidade” em momentos históricos desta nação. Baseada nos princípios da democracia, nacionalismo, poder militar e liberalismo económico, a escola neoconservadora foi de grande importância na elaboração da grande estratégia hegemónica, conceito que define a tática elaborada para alcance e manutenção da posição de superioridade norte-americana no sistema internacional e, portanto, ao contrário dos que anunciam o seu fim, ainda faz-se bem presente na conjuntura política dos EUA. |
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