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Complexos de escorpionato: papel biológico como potenciais agentes anti-tumor

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cancro é uma doença genética com origem em células somáticas desordenadas à nível celular, que sofreram alterações permitindo escapar à vigilância do sistema imunitário. O tratamento por quimioterapia pretende controlar a disseminação da doença por metastização. Sendo assim, a investigação de compostos com acção citostática é de grande importância. Tendo sido comprovado a existência de complexos de escorpionato com essa actividade, pretendeu-se averiguar a acção citostática dos compostos TS199 e CoMeOH. Para este fim, procedeu-se a avaliação da citotoxicidade e da morte celular dos complexos de escorpionato em estudo nas linhas tumorais HCT116 e HepG2, recorrendo aos ensaios de MTS e de coloração pelo método de Hoechst. Procedeu-se também ao estudo dos alvos e modos de acção na levedura Saccharomyces cerevisiae, caracterizando a concentração mínima inibitória e a curva de crescimento, determinando a viabilidade celular e a actividade de espécies reactivas de oxigénio e estudando o seu proteoma. Os resultados obtidos para estes complexos foram comparados com os do antibiótico antracíclico, Doxorrubicina, uma vez que este composto tem acção citostática comprovada. Os resultados obtidos em linhas HCT116 e HepG2 permitiram inferir que os complexos TS199 e CoMeOH possuem actividade citostática e estimulam a via de morte celular por apoptose. Conclui-se também que, os compostos em estudo inibem o crescimento celular normal da levedura possuindo uma concentração mínima inibitória semelhante. No que diz respeito as espécies reactivas de oxigénio, não se observou a sua indução nem na presença do composto TS199 e nem do composto CoMeOH. Ambos os complexos induzem a inibição do metabolismo energético da levedura, nomeadamente as vias do metabolismo glicolítico e do piruvato. Por último, de entre os dois complexos de escorpionato o composto CoMeOH parece ter maior capacidade inibitória do que o composto TS199, tanto nas linhas tumorais como na levedura.
Autores principais:Veiga, Kelly
Assunto:Complexos de escorpionato Acção citostática HCT116 HepG2 Saccharomyces cerevisiae Proteómica
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O cancro é uma doença genética com origem em células somáticas desordenadas à nível celular, que sofreram alterações permitindo escapar à vigilância do sistema imunitário. O tratamento por quimioterapia pretende controlar a disseminação da doença por metastização. Sendo assim, a investigação de compostos com acção citostática é de grande importância. Tendo sido comprovado a existência de complexos de escorpionato com essa actividade, pretendeu-se averiguar a acção citostática dos compostos TS199 e CoMeOH. Para este fim, procedeu-se a avaliação da citotoxicidade e da morte celular dos complexos de escorpionato em estudo nas linhas tumorais HCT116 e HepG2, recorrendo aos ensaios de MTS e de coloração pelo método de Hoechst. Procedeu-se também ao estudo dos alvos e modos de acção na levedura Saccharomyces cerevisiae, caracterizando a concentração mínima inibitória e a curva de crescimento, determinando a viabilidade celular e a actividade de espécies reactivas de oxigénio e estudando o seu proteoma. Os resultados obtidos para estes complexos foram comparados com os do antibiótico antracíclico, Doxorrubicina, uma vez que este composto tem acção citostática comprovada. Os resultados obtidos em linhas HCT116 e HepG2 permitiram inferir que os complexos TS199 e CoMeOH possuem actividade citostática e estimulam a via de morte celular por apoptose. Conclui-se também que, os compostos em estudo inibem o crescimento celular normal da levedura possuindo uma concentração mínima inibitória semelhante. No que diz respeito as espécies reactivas de oxigénio, não se observou a sua indução nem na presença do composto TS199 e nem do composto CoMeOH. Ambos os complexos induzem a inibição do metabolismo energético da levedura, nomeadamente as vias do metabolismo glicolítico e do piruvato. Por último, de entre os dois complexos de escorpionato o composto CoMeOH parece ter maior capacidade inibitória do que o composto TS199, tanto nas linhas tumorais como na levedura.