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Bioremediação de lixiviado de aterro com as microalgas Chlorella protothecoides e Chlorella vulgaris

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Resumo:A presente tese abordou o tratamento de lixiviado de aterro por combinação de um pré-tratamento físico-químico e bioremediação com microalgas. O primeiro ensaio consistiu no pré-tratamento com cinzas (160g/L) do lixiviado de aterro em sistema descontinuo (E1). O segundo ensaio consistiu no pré-tratamento através de uma diluição de 1/10 do lixiviado de aterro em sistema descontinuo (E2). O terceiro ensaio consistiu também no pré-tratamento através de uma diluição 1/10, mas desta vez em sistema semi-contínuo com volumes de transferência de lixiviado de aterro de 40, 80 e 60 mL por ordem cronológica (E3). O quarto ensaio, consistiu no pré-tratamento de lixiviado de aterro através de uma eletrocoagulação com adição de cinzas em sistema semi-continuo com adições fixas de 40 mL (E4). Posteriormente, os diferentes tipos de lixiviados de aterro pré-tratados foram submetidos à biorremediação com as microalgas C.vulgaris e C.protothecoides e foi monitorizado o N total, CQO, absorvância o pH ao longo dos ensaios fazendo-se assim uma comparação de comportamento entre as duas microalgas. As taxas de remoção verificadas de N total e CQO para C. protothecoides em E1 foram 52% e 38% respetivamente. As taxas de remoção verificadas de N total e CQO para C. vulgaris em E1 foram 48% e 19% respetivamente. No ensaio E2 verificaram-se taxas de remoção de N total e CQO para C.protothecoides de 78 e de 55% respetivamente. As taxas de remoção de N total e CQO para C.vulgaris de 98% e de 55% respetivamente. No ensaio E3 obtiveram-se para C.protothecoides em sistema semi-contínuo taxas de remoção de N total e de CQO de respetivamente: 98% e 87% com transferências 40 mL; 96% e 77% com transferências de 60 mL; 96% e 86% para transferências de 80 mL. No mesmo ensaio obtiveram-se para C. vulgaris taxas de remoção de N total e CQO de respetivamente: 98% e 89% com transferências 40 mL; 97% e 78% com transferências de 60 mL ;97% e 82% com transferências de 80 mL. Para o ensaio E4 apenas se utilizou um tipo de microalga, Chlorella vulgaris onde se verificou para N total, uma taxa de remoção de 100% e para a CQO uma taxa de 94%. Avaliou-se a carbonização da biomassa algal e sua mistura com biomassa lenhocelulósica como uma estratégia de estabilização deste produto do processo de remediação. O teor de azoto e a temperatura foram fatores limitantes do crescimento da cultura e consequentemente da eficiência de remediação. A bioremediação com microalgas em sistema descontínuo associada a pré-tratamentos físico-químicos permite o tratamento destes efluentes complexos e a produção de uma biomassa algal que poderá ainda ser valorizada.
Autores principais:Pedro, Mariana Barata Gomes
Assunto:Lixiviado de aterro pré-tratamento biorremediação eletrocoagulação C.vulgaris C. protothecoides
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente tese abordou o tratamento de lixiviado de aterro por combinação de um pré-tratamento físico-químico e bioremediação com microalgas. O primeiro ensaio consistiu no pré-tratamento com cinzas (160g/L) do lixiviado de aterro em sistema descontinuo (E1). O segundo ensaio consistiu no pré-tratamento através de uma diluição de 1/10 do lixiviado de aterro em sistema descontinuo (E2). O terceiro ensaio consistiu também no pré-tratamento através de uma diluição 1/10, mas desta vez em sistema semi-contínuo com volumes de transferência de lixiviado de aterro de 40, 80 e 60 mL por ordem cronológica (E3). O quarto ensaio, consistiu no pré-tratamento de lixiviado de aterro através de uma eletrocoagulação com adição de cinzas em sistema semi-continuo com adições fixas de 40 mL (E4). Posteriormente, os diferentes tipos de lixiviados de aterro pré-tratados foram submetidos à biorremediação com as microalgas C.vulgaris e C.protothecoides e foi monitorizado o N total, CQO, absorvância o pH ao longo dos ensaios fazendo-se assim uma comparação de comportamento entre as duas microalgas. As taxas de remoção verificadas de N total e CQO para C. protothecoides em E1 foram 52% e 38% respetivamente. As taxas de remoção verificadas de N total e CQO para C. vulgaris em E1 foram 48% e 19% respetivamente. No ensaio E2 verificaram-se taxas de remoção de N total e CQO para C.protothecoides de 78 e de 55% respetivamente. As taxas de remoção de N total e CQO para C.vulgaris de 98% e de 55% respetivamente. No ensaio E3 obtiveram-se para C.protothecoides em sistema semi-contínuo taxas de remoção de N total e de CQO de respetivamente: 98% e 87% com transferências 40 mL; 96% e 77% com transferências de 60 mL; 96% e 86% para transferências de 80 mL. No mesmo ensaio obtiveram-se para C. vulgaris taxas de remoção de N total e CQO de respetivamente: 98% e 89% com transferências 40 mL; 97% e 78% com transferências de 60 mL ;97% e 82% com transferências de 80 mL. Para o ensaio E4 apenas se utilizou um tipo de microalga, Chlorella vulgaris onde se verificou para N total, uma taxa de remoção de 100% e para a CQO uma taxa de 94%. Avaliou-se a carbonização da biomassa algal e sua mistura com biomassa lenhocelulósica como uma estratégia de estabilização deste produto do processo de remediação. O teor de azoto e a temperatura foram fatores limitantes do crescimento da cultura e consequentemente da eficiência de remediação. A bioremediação com microalgas em sistema descontínuo associada a pré-tratamentos físico-químicos permite o tratamento destes efluentes complexos e a produção de uma biomassa algal que poderá ainda ser valorizada.