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Securitização da Política Migratória na Europa entre 2015 e 2022: Um Estudo de Caso da Grécia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este relatório é o produto de uma investigação paralela ao estágio realizado na Embaixada de Portugal na Grécia, desenvolvida de modo simultâneo e, em diversas instâncias, dotada de pontos de convergência com o trabalho efetuado nessa Missão Diplomática. Trata, assim, a resposta europeia à crise migratória de 2015 a 2022, que viu chegar às suas fronteiras externas centenas de milhares de requerentes de asilo. Através do estudo de caso da Grécia, analisam-se as particularidades da resposta grega, um país da linha da frente nesta crise, e de que modo estas decorreram da (falta de) resposta europeia como um todo. Dessa forma, começa-se por caracterizar a crise migratória no intervalo definido, avançando para a abordagem europeia a este estímulo e terminando com a singularidade da resposta grega. Conclui-se que a política grega, amplamente criticada e alegadamente desprovida de um sentimento humanitário, face à crise migratória deriva da perceção de um elevado grau de ameaça advinda do aumento dos fluxos migratórios nas suas fronteiras, em larga medida acentuado pela falta de uma abordagem comum europeia que assegurasse ao Estado grego uma resposta unida e solidária, que cimentou a securitização desta política.
Autores principais:Castro, Francisco Nabais Moiteiro Rio de
Assunto:Securitização Crise migratória União Europeia Grécia Refugiados Securitization Migration crisis European Union Greece Refugees
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este relatório é o produto de uma investigação paralela ao estágio realizado na Embaixada de Portugal na Grécia, desenvolvida de modo simultâneo e, em diversas instâncias, dotada de pontos de convergência com o trabalho efetuado nessa Missão Diplomática. Trata, assim, a resposta europeia à crise migratória de 2015 a 2022, que viu chegar às suas fronteiras externas centenas de milhares de requerentes de asilo. Através do estudo de caso da Grécia, analisam-se as particularidades da resposta grega, um país da linha da frente nesta crise, e de que modo estas decorreram da (falta de) resposta europeia como um todo. Dessa forma, começa-se por caracterizar a crise migratória no intervalo definido, avançando para a abordagem europeia a este estímulo e terminando com a singularidade da resposta grega. Conclui-se que a política grega, amplamente criticada e alegadamente desprovida de um sentimento humanitário, face à crise migratória deriva da perceção de um elevado grau de ameaça advinda do aumento dos fluxos migratórios nas suas fronteiras, em larga medida acentuado pela falta de uma abordagem comum europeia que assegurasse ao Estado grego uma resposta unida e solidária, que cimentou a securitização desta política.