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A visão dos pais e dos educadores sobre o desenvolvimento da autonomia na primeira infância

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Resumo:Nas últimas décadas, o mundo tem passado por profundas transformações impactando as principais instituições socializadoras da criança: a família e a escola. Para os pais, a criança que anteriormente era vista meramente como um indivíduo que viria a ser um adulto, agora é vista como alguém que possui direitos dentro tanto naquele núcleo quanto na sociedade. A escola deixa de ter um papel mais instrucional para passar também a ter a atribuição de, em parceria com a família, desenvolver aspectos sociais e emocionais (Almeida, 2005). A autonomia, competência que proporciona à criança a habilidade tanto de executar tarefas quanto de fazer escolhas conscientes para si e para o meio, é usada como foco deste trabalho que se sustenta na Sociologia da Infância, sem deixar de pontuar estudos da psicogenética como os de Piaget e Vigotski. Sendo assim, a este estudo propõe a reflexão sobre em que medida as duas principais instâncias socializadoras, a escola e a família, encaram e estimulam o desenvolvimento da autonomia das crianças, partindo do pressuposto de que as crianças exercem um papel ativo no seu desenvolvimento. Este trabalho tem como objetivo investigar o que os pais e educadores entendem como autonomia da criança (considerando o plano da ação, ou seja, execução de tarefas diárias, tomadas de decisões para atender suas necessidades, etc.), bem como quais as que práticas adotam para incentivá-la (Montandon e Longchamp, 2007). A coleta de dados é feita por meio de questionários aplicados a pais e educadores de crianças de 4 e 5 anos residentes no Brasil, bem como de entrevistas semi-diretivas a três mães e três educadoras. Os resultados permitem discutir as convergências e divergências entre os dois olhares dos pais e educadores, identificar as expectativas que envolvem a relação escola família no desenvolvimento de autonomia, além de abordar as suas perspectivas sobre os impactos da pandemia na autonomia das crianças em um momento em que as aulas presenciais retomaram por completo.
Autores principais:Zuchini, Fernanda Troeira
Assunto:Desenvolvimento infantil Autonomia Família Escola Primeira infância child development Autonomy Family School Early childhood
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Nas últimas décadas, o mundo tem passado por profundas transformações impactando as principais instituições socializadoras da criança: a família e a escola. Para os pais, a criança que anteriormente era vista meramente como um indivíduo que viria a ser um adulto, agora é vista como alguém que possui direitos dentro tanto naquele núcleo quanto na sociedade. A escola deixa de ter um papel mais instrucional para passar também a ter a atribuição de, em parceria com a família, desenvolver aspectos sociais e emocionais (Almeida, 2005). A autonomia, competência que proporciona à criança a habilidade tanto de executar tarefas quanto de fazer escolhas conscientes para si e para o meio, é usada como foco deste trabalho que se sustenta na Sociologia da Infância, sem deixar de pontuar estudos da psicogenética como os de Piaget e Vigotski. Sendo assim, a este estudo propõe a reflexão sobre em que medida as duas principais instâncias socializadoras, a escola e a família, encaram e estimulam o desenvolvimento da autonomia das crianças, partindo do pressuposto de que as crianças exercem um papel ativo no seu desenvolvimento. Este trabalho tem como objetivo investigar o que os pais e educadores entendem como autonomia da criança (considerando o plano da ação, ou seja, execução de tarefas diárias, tomadas de decisões para atender suas necessidades, etc.), bem como quais as que práticas adotam para incentivá-la (Montandon e Longchamp, 2007). A coleta de dados é feita por meio de questionários aplicados a pais e educadores de crianças de 4 e 5 anos residentes no Brasil, bem como de entrevistas semi-diretivas a três mães e três educadoras. Os resultados permitem discutir as convergências e divergências entre os dois olhares dos pais e educadores, identificar as expectativas que envolvem a relação escola família no desenvolvimento de autonomia, além de abordar as suas perspectivas sobre os impactos da pandemia na autonomia das crianças em um momento em que as aulas presenciais retomaram por completo.