Publicação

Deep Ecology: Princípios, Fundamentos e Fins

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A Deep Ecology insere-se nas Éticas Ambientais como uma perspectiva ecocêntrica, no seu sentido holístico, com alguns traços do biocentrismo igualitário. É uma perspectiva que incentiva o activismo ambiental, influenciando diversas organizações ambientalistas, e que assenta em princípios religiosos e filosóficos. O seu fundador é Arne Naess, filósofo Norueguês que traçou um percurso particular, com diversas influências, desde Filosofias espirituais Orientais, onde se insere Ghandi, defensor do princípio da não-violência; ao Panteísmo de Espinosa, que em paralelo com o Budismo atribui à Deep Ecology o carácter de uma ontologia. Por ser um movimento que apela a uma alteração de consciência, defendendo o despertar de uma consciência ecológica, é muitas vezes considerado radical e associado a actos de violência, como terrorismo ambiental, e a críticas de teor discriminatório, como a misantropia. Fortemente influenciados pela Deep Ecology de Naess, Bill Devall e George Sessions adoptam, no seu seguimento, esta perspectiva. Numa forma distinta, descrevem-na como uma perspectiva que se destaca no panorama ambientalista, com uma estrutura própria e quase literária, uma influência para a adopção de práticas ecológicas que vai muito além das atitudes, não se trata de ser ecológico mas sim de ser um ser ecológico.
Autores principais:Rodrigues, Vera Mónica dos Santos
Assunto:Deep Ecology Éticas Ambientais Movimento Ambientalista Ecosofia-T Arne Naess
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A Deep Ecology insere-se nas Éticas Ambientais como uma perspectiva ecocêntrica, no seu sentido holístico, com alguns traços do biocentrismo igualitário. É uma perspectiva que incentiva o activismo ambiental, influenciando diversas organizações ambientalistas, e que assenta em princípios religiosos e filosóficos. O seu fundador é Arne Naess, filósofo Norueguês que traçou um percurso particular, com diversas influências, desde Filosofias espirituais Orientais, onde se insere Ghandi, defensor do princípio da não-violência; ao Panteísmo de Espinosa, que em paralelo com o Budismo atribui à Deep Ecology o carácter de uma ontologia. Por ser um movimento que apela a uma alteração de consciência, defendendo o despertar de uma consciência ecológica, é muitas vezes considerado radical e associado a actos de violência, como terrorismo ambiental, e a críticas de teor discriminatório, como a misantropia. Fortemente influenciados pela Deep Ecology de Naess, Bill Devall e George Sessions adoptam, no seu seguimento, esta perspectiva. Numa forma distinta, descrevem-na como uma perspectiva que se destaca no panorama ambientalista, com uma estrutura própria e quase literária, uma influência para a adopção de práticas ecológicas que vai muito além das atitudes, não se trata de ser ecológico mas sim de ser um ser ecológico.