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A Cobertura de Música em Portugal: O caso da Time Out Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório de estágio visa analisar a cobertura jornalística de música no contexto português, a partir do caso da Time Out Lisboa. A pertinência desta investigação prende-se, por um lado, com a relevância social do jornalismo cultural, e, por outro, com o facto de abordar um tema pouco estudado na realidade académica portuguesa. Através de uma metodologia mista, com recurso a uma análise de conteúdo a 119 peças do website da publicação e a um conjunto de entrevistas semiestruturadas, procura-se compreender as especificidades do jornalismo musical neste ambiente, problematizando o lugar que a música ocupa nas redações, com particular incidência na forma como a música é representada, valorizada e difundida no ecossistema mediático, e as opções editoriais seguidas pelos profissionais da área. Tentar-se-á compreender como a Time Out trata o tema da música, percebendo as opções editoriais em que assenta a estratégia da publicação. É feita uma enumeração das atividades desenvolvidas durante o estágio, seguida de um enquadramento teórico baseado numa revisão da literatura sobre jornalismo cultural, que parte das múltiplas definições de cultura e aborda o enquadramento teórico do jornalismo musical, incluindo a sua evolução na era digital. Posteriormente, apresenta-se uma análise de conteúdos que procura responder às questões previamente formuladas, confrontando-as com os principais estudos empíricos existentes na área. Os resultados apontam para uma cobertura predominantemente à base de notícias, cumpridora de uma função de agenda, que elege o Rock, o Pop e o Indie/Alternativa como géneros com maior destaque. A maioria das peças analisadas incide sobre artistas de nacionalidade portuguesa e do género masculino, com os entrevistados a referirem constrangimentos editoriais e de recursos como obstáculos a uma cobertura mais ampla e plural.
Autores principais:Costa, João Filipe Marinho
Assunto:Jornalismo Cultura Música Crítica Online Journalism Culture Music Review
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente relatório de estágio visa analisar a cobertura jornalística de música no contexto português, a partir do caso da Time Out Lisboa. A pertinência desta investigação prende-se, por um lado, com a relevância social do jornalismo cultural, e, por outro, com o facto de abordar um tema pouco estudado na realidade académica portuguesa. Através de uma metodologia mista, com recurso a uma análise de conteúdo a 119 peças do website da publicação e a um conjunto de entrevistas semiestruturadas, procura-se compreender as especificidades do jornalismo musical neste ambiente, problematizando o lugar que a música ocupa nas redações, com particular incidência na forma como a música é representada, valorizada e difundida no ecossistema mediático, e as opções editoriais seguidas pelos profissionais da área. Tentar-se-á compreender como a Time Out trata o tema da música, percebendo as opções editoriais em que assenta a estratégia da publicação. É feita uma enumeração das atividades desenvolvidas durante o estágio, seguida de um enquadramento teórico baseado numa revisão da literatura sobre jornalismo cultural, que parte das múltiplas definições de cultura e aborda o enquadramento teórico do jornalismo musical, incluindo a sua evolução na era digital. Posteriormente, apresenta-se uma análise de conteúdos que procura responder às questões previamente formuladas, confrontando-as com os principais estudos empíricos existentes na área. Os resultados apontam para uma cobertura predominantemente à base de notícias, cumpridora de uma função de agenda, que elege o Rock, o Pop e o Indie/Alternativa como géneros com maior destaque. A maioria das peças analisadas incide sobre artistas de nacionalidade portuguesa e do género masculino, com os entrevistados a referirem constrangimentos editoriais e de recursos como obstáculos a uma cobertura mais ampla e plural.