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Avaliação do impacto económico da introdução de uma técnica rápida de biologia molecular para rastreio de MRSA

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Resumo:RESUMO - As infeções por MRSA estão associadas a altas taxas de mortalidade, doença prolongada e internamento hospitalar prolongado. Para diminuir as infeções por MRSA, a maioria das instituições realizam o rastreio de pacientes na admissão. O rastreio laboratorial de MRSA pode ser realizado através de diferentes metodologias, sendo as mais utilizadas a cultura em meios cromogénicos e as técnicas rápidas de biologia molecular. As primeiras apresentam um custo mais baixo, mas podem demorar até 48 horas a produzir resultados e as segundas são mais rápidas (2 horas) mas apresentam um custo mais elevado. O principal objetivo do trabalho desenvolvido foi avaliar o impacto económico da implementação de uma técnica rápida de biologia molecular para rastreio de pacientes colonizados com MRSA num hospital privado português. Assim, pretendeu-se avaliar se a introdução desta nova metodologia, apresentava redução de custos comparativamente à anterior. Identificaram-se todos os indivíduos que realizaram o rastreio de MRSA (n = 2418), num hospital privado da região da grande Lisboa, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018. A metodologia anterior (meios cromogénicos), apesar de mais barata, é mais demorada obrigando ao isolamento dos pacientes durante a espera dos resultados. Para comparar as duas metodologias, considerou-se os custos não só do rastreio laboratorial, mas também do isolamento dos pacientes, que nos casos dos pacientes com rastreio negativo, revelavam-se custos desnecessários. Durante o período em análise, o tempo médio evitável de isolamento foi de 49,3 horas, sendo o número total de dias de isolamento evitável de 1808,1 e os custos totais para 49,3 horas de isolamento evitável de 753,96 €. Tendo em conta a prevalência de MRSA da instituição, 12 %, o impacto económico da utilização da nova técnica foi de 460 104,12 €, mostrando assim que em termos globais a implementação da nova técnica traduziu-se numa redução de custos totais. Este estudo reforçou a importância de se utilizarem técnicas rápidas de biologia molecular para o rastreio de MRSA, visto serem técnicas mais rápidas e que permitem apenas o isolamento de indivíduos que apresentem um rastreio positivo, evitando o isolamento desnecessário.
Autores principais:Piedade, Cátia Marina Rodrigues da
Assunto:Staphylococcus aureus meticilina resistente - MRSA Rastreio Cultura em meios cromogénicos Técnicas rápidas de Biologia molecular Isolamento evitável Staphylococcus aureus methicillin resistant - MRSA Screening Culture in chromogenic media Fast molecular biology techniques unnecessary isolation
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO - As infeções por MRSA estão associadas a altas taxas de mortalidade, doença prolongada e internamento hospitalar prolongado. Para diminuir as infeções por MRSA, a maioria das instituições realizam o rastreio de pacientes na admissão. O rastreio laboratorial de MRSA pode ser realizado através de diferentes metodologias, sendo as mais utilizadas a cultura em meios cromogénicos e as técnicas rápidas de biologia molecular. As primeiras apresentam um custo mais baixo, mas podem demorar até 48 horas a produzir resultados e as segundas são mais rápidas (2 horas) mas apresentam um custo mais elevado. O principal objetivo do trabalho desenvolvido foi avaliar o impacto económico da implementação de uma técnica rápida de biologia molecular para rastreio de pacientes colonizados com MRSA num hospital privado português. Assim, pretendeu-se avaliar se a introdução desta nova metodologia, apresentava redução de custos comparativamente à anterior. Identificaram-se todos os indivíduos que realizaram o rastreio de MRSA (n = 2418), num hospital privado da região da grande Lisboa, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018. A metodologia anterior (meios cromogénicos), apesar de mais barata, é mais demorada obrigando ao isolamento dos pacientes durante a espera dos resultados. Para comparar as duas metodologias, considerou-se os custos não só do rastreio laboratorial, mas também do isolamento dos pacientes, que nos casos dos pacientes com rastreio negativo, revelavam-se custos desnecessários. Durante o período em análise, o tempo médio evitável de isolamento foi de 49,3 horas, sendo o número total de dias de isolamento evitável de 1808,1 e os custos totais para 49,3 horas de isolamento evitável de 753,96 €. Tendo em conta a prevalência de MRSA da instituição, 12 %, o impacto económico da utilização da nova técnica foi de 460 104,12 €, mostrando assim que em termos globais a implementação da nova técnica traduziu-se numa redução de custos totais. Este estudo reforçou a importância de se utilizarem técnicas rápidas de biologia molecular para o rastreio de MRSA, visto serem técnicas mais rápidas e que permitem apenas o isolamento de indivíduos que apresentem um rastreio positivo, evitando o isolamento desnecessário.