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Avaliação do desempenho da desidratação mecânica por centrifugação de lamas anaerobiamente digeridas: Caso de estudo de seis ETAR em Portugal

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Resumo:A desidratação mecânica é uma operação fundamental em Estações de Tratamento de Água Residual (ETAR) de média/grande dimensão devido aos elevados caudais de lamas gerados nestas instalações no decorrer do tratamento de águas residuais, por forma a reduzir não só o impacto ambiental, mas também os custos de operação relacionados com o transporte a destino final. O tratamento de lamas, nomeadamente a desidratação, é muitas vezes negligenciado. No entanto, os custos de operação da fase sólida podem, por vezes, igualar ou superar os custos de operação da fase líquida, sobretudo os custos associados ao consumo energético, de floculantes e transporte a destino final. A digestão anaeróbia é um processo chave, que permite não só estabilizar e reduzir o volume das lamas provenientes do tratamento de águas residuais, mas também valorizar o biogás resultante do processo, através da produção combinada de eletricidade e calor (cogeração). Por outro lado, os impactos que a digestão anaeróbia tem na desidratação mecânica nem sempre são positivos. O presente trabalho analisou e avaliou o funcionamento da desidratação mecânica com recurso a centrífuga, de seis Fábricas de Água (ex-ETAR) do grupo Águas do Tejo Atlântico, com digestão anaeróbia, nomeadamente de Beirolas, Chelas, Frielas, Guia, São João da Talha e Vila Franca de Xira, em função do descrito na literatura e dos objetivos de sicidade e doseamento de floculante a atingir por cada ETAR. Nos casos em que foi possível avaliou-se também a taxa de captura de sólidos. A avaliação foi feita com base nos dados analíticos e operacionais, para o período de Agosto de 2017 a Julho de 2018. A análise efetuada permitiu concluir que a ETAR de Frielas foi a que apresentou o melhor desempenho, ao cumprir tanto o objetivo de sicidade como o de doseamento de floculante, seguida da ETAR da Guia, que cumpriu apenas os objetivos de sicidade. As ETAR de Beirolas, Chelas, São João da Talha e Vila Franca de Xira apresentam desempenhos abaixo dos objetivos, tanto de sicidade como de doseamento de floculante, com a ETAR de Chelas a apresentar o pior desempenho.
Autores principais:Pinto, António Francisco de Abreu Ferreira Baguinho
Assunto:Digestão Anaeróbia Desidratação mecânica Centrífugas Desempenho Sicidade Doseamento de floculante
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A desidratação mecânica é uma operação fundamental em Estações de Tratamento de Água Residual (ETAR) de média/grande dimensão devido aos elevados caudais de lamas gerados nestas instalações no decorrer do tratamento de águas residuais, por forma a reduzir não só o impacto ambiental, mas também os custos de operação relacionados com o transporte a destino final. O tratamento de lamas, nomeadamente a desidratação, é muitas vezes negligenciado. No entanto, os custos de operação da fase sólida podem, por vezes, igualar ou superar os custos de operação da fase líquida, sobretudo os custos associados ao consumo energético, de floculantes e transporte a destino final. A digestão anaeróbia é um processo chave, que permite não só estabilizar e reduzir o volume das lamas provenientes do tratamento de águas residuais, mas também valorizar o biogás resultante do processo, através da produção combinada de eletricidade e calor (cogeração). Por outro lado, os impactos que a digestão anaeróbia tem na desidratação mecânica nem sempre são positivos. O presente trabalho analisou e avaliou o funcionamento da desidratação mecânica com recurso a centrífuga, de seis Fábricas de Água (ex-ETAR) do grupo Águas do Tejo Atlântico, com digestão anaeróbia, nomeadamente de Beirolas, Chelas, Frielas, Guia, São João da Talha e Vila Franca de Xira, em função do descrito na literatura e dos objetivos de sicidade e doseamento de floculante a atingir por cada ETAR. Nos casos em que foi possível avaliou-se também a taxa de captura de sólidos. A avaliação foi feita com base nos dados analíticos e operacionais, para o período de Agosto de 2017 a Julho de 2018. A análise efetuada permitiu concluir que a ETAR de Frielas foi a que apresentou o melhor desempenho, ao cumprir tanto o objetivo de sicidade como o de doseamento de floculante, seguida da ETAR da Guia, que cumpriu apenas os objetivos de sicidade. As ETAR de Beirolas, Chelas, São João da Talha e Vila Franca de Xira apresentam desempenhos abaixo dos objetivos, tanto de sicidade como de doseamento de floculante, com a ETAR de Chelas a apresentar o pior desempenho.